Primeiramente irei falar sobre as principais e veias e artérias.
Reparem que o nosso sistema circulatório, que é composto dessas veias e artérias, ele se encontra mais “a mostra” onde temos algum tipo de articulação, onde o nosso corpo faz os movimentos (punho, joelho, tornozelo, pescoço...). É justamente nestes lugares que o nosso corpo fica mais exposto, pois não possui a proteção dos grandes músculos e do tecido adiposo (que é a gordura do nosso corpo). Sim... A camada de gordura do nosso corpo é importante, não só para nos manter aquecidos, mas também confere uma proteção para aquilo que está abaixo dela. Ela funciona como um amortecedor... E quanto maior for essa camada de gordura, mais proteção contra traumas essa pessoa vai ter (claro que uma camada de gordura muito grande traz problemas de saúde para as pessoas... Não estou fazendo a análise sob este aspecto).
Uma dica importante é sempre avaliar, por exemplo, numa sessão de spank, provavelmente aquela pessoa mais gordinha vai tolerar melhor do que uma pessoa magrinha, pq o seu corpo lhe oferece essa proteção maior... Mas claro que isso não quer dizer que é uma regra, pois tem outras coisas questões envolvidas, como por exemplo, o limiar de dor de cada pessoa.
Então temos a informação de que todo esse nosso sistema circulatório (composto de veias e artérias) tem áreas de maior fragilidade, que são as articulações (onde o corpo se mexe). Aqui tem que ter uma atenção redobrada para não bater num spank e também para não apertar no caso de um bondage. Sempre se utilizar das demais áreas do corpo, as que são mais protegidas, para bater ou amarrar.
Reparem nessa imagem que mostra as áreas seguras para o spank e notem que a gente vê exatamente isso... As áreas vermelhas, de altíssimo risco, justamente nas articulações. Coincidência? Claro que não. É por este motivo que ela é vermelha, que é de risco. E reparem que as de menor risco são as com essa proteção de músculos e/ou gordura corporal.
Esse mesmo pensamento também vai acabar valendo para os nervos do nosso corpo. Inclusive a imagem do sistema circulatorio é bem parecido com o sistema nervoso. Eles andam ali, juntinhos. O que significam os mesmos cuidados nessas regiões.
E já que eu falei dos músculos... Vou mostrar eles também.
E assim como eu falei que as pessoas gordinhas têm uma maior proteção mecânica quando comparadas com as pessoas magrinhas, o mesmo vale para aqueles que praticam musculação, que fazem o músculo aumentar de tamanho.
DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS (DSTs)
Aqui tem outro ponto bem importante de ser falado, que envolvem as questões de prevenção, de saúde sexual. Estamos potencialmente expostos a um número muito grande de doenças sexualmente transmissíveis, desde as tratáveis (como a clamídia e a gonorreia) até as que ainda não temos cura (que é o caso da AIDS e das hepatites).
Regra número um: prevenção sempre. Ninguém tem na sua testa escrito o que cada um tem de doença (muitas vezes até a própria pessoa ainda não sabe).
Camisinha é um ótimo meio de prevenção (na verdade é o melhor dos métodos de barreira), mas infelizmente não é 100% eficaz. Existe uma pequena margem onde pode sim ocorrer alguma contaminação. Infelizmente 100% seguro, somente abstinência.
Felizmente, a grande maioria das DSTs são tratáveis e curáveis. As maiores preocupações que temos são quanto ao vírus HIV, que causa a AIDS; as hepatites B e C; sífilis (por que o diagnóstico dessa doença é bem difícil de fazer a tempo de tratar antes que se torne sífilis terciaria).
Atualmente o teste para HIV tem janela imunológica de 1 mês. Mas o que é isso? Isso significa que a pessoa pode estar contaminada pelo vírus, fazer o exame e ele pode dar negativo, mesmo ela tendo o vírus dentro do corpo dela. Porque acontece isso? Porque o vírus pode levar até 30 dias para se multiplicar e chegar a uma quantidade mínima para ser possível de ser identificado no exame. Então o meu conselho é fazer o teste e repetir após 30 dias.
Mas a decisão de não usar camisinha tem que ser muito madura entre os envolvidos, pois vai além destes resultados negativos. Também tem a questão da confiança e honestidade entre os parceiros, o que muitas vezes é bem difícil de acontecer de fato.
LIMPEZA E DESINFECÇÃO
Assepsia, que é a limpeza e desinfecção dos brinquedinhos e das possíveis lesões que porventura venham a ocorrer.
Vou começar falando dos brinquedos e acessórios. Temos que separar aqueles que apenas uma limpeza já é suficiente e os outros que necessitam obrigatoriamente de uma desinfecção, ou seja, da retirada de possíveis agentes contaminantes e que podem inclusive gerar doenças.
E como se vai saber qual objeto precisa de uma ou de outra?
Esse objeto vai entrar em contato com alguma secreção do corpo? Sêmen, secreção vaginal, sangue, fezes, urina, lagrima, saliva...
Vai entrar em contato com alguma mucosa? Cavidade oral, vagina, pênis...
Se a resposta for sim, será necessário fazer uma desinfecção dos brinquedos.
Como a gente faz isso? Existe um produto que se compra em loja de produtos químicos, que é o acido peracético. Esse produto esteriliza o material. Ele mata todos os bichinhos que estiverem por ali, mas a gente não precisa de todos os passos da esterilização, para deixar os acessórios seguros para uso, porque os bichinhos que causam as DSTs, são bem vagabundos quando estão fora do corpo. Não é difícil de matar eles.
O processo deve se dar da seguinte forma:
Deixar de molho em água quente por 10 minutos, pra soltar mais fácil a sujeira e facilitar o próximo passo.
Fazer uma lavagem mecânica (pode ser com uma escova de dentes destinada só para isso). Cuidado com os respingos.
Enxague em agua corrente.
Secagem com um pano limpo, seco e absorvente – também pode usar álcool 70% que ajuda a secar mais rápido. Secar bem, pois a agua residual vai alterar a concentração do produto químico e interferir na sua eficácia.
Depois de seco, colocar os objetos de molho no ácido peracético. Cada fabricante tem suas orientações específicas, que devem ser seguidas quanto a necessidade ou não de diluição e o tempo de imersão. Ao manusear o ácido peracético, usar EPIs (mascara, luvas e óculos de proteção)
Imergir completamente o objeto no recipiente com tampa contendo a solução.
Marcar a hora do inicio e do termino do processo, pra não deixar tempo de menos ou passar do tempo indicado.
Retirar o artigo usando luvas.
Enxaguar com agua.
Secar bem.
Guardar em um lugar fechado
Tem um detalhe aqui com o ácido peracético. Ele não pode ser usado para itens de metal.
Dai eu indico usar agua fervente (em ebulição) por 30 minutos – desinfecção. Não é um processo de esterilização. Então esses artigos de metal se forem ter contato com fluídos corporais e mucosas, é mais garantido ser considerado de uso individual de cada sub e não serem guardados juntos um dos outros, sem algum tipo de proteção/embalagem.
PARADA CARDIORRESPIRATORIA
Uma PCR! Uma parada cardiorrespiratória! Um baita problema e você será fundamental para ajudar a tentar reverter esse quadro.
Primeira coisa: não se apavore! Sei que é difícil, mas tente.
Chame a pessoa e veja se ela volta, mas chame com vontade, sem medo. Pode ter sido apenas uma queda de pressão ou de glicose, seguido por um desmaio. E como saber se realmente é uma parada cardiorrespiratória?
Deite a pessoa no chão puro, sem nada por baixo. Cuidado para não bater a cabeça no chão, nessa hora.
Fique de joelhos ao lado da cabeça da pessoa, na lateral do corpo dela.
Coloque seu ouvido junto à boca e nariz da pessoa e olhe para o peito. Tente perceber o som da respiração com o seu ouvido. Tente perceber o calor da respiração no seu ouvido. Veja se o peito ou barriga se expandem, ou seja, se se mexem. Nessa posição a gente ganha tempo e faz essas 3 coisas juntas.
Se a pessoa não respira, procure não se apavorar. Ligue pra Samu e peça socorro. Se tiver alguém por perto, peça para essa pessoa ligar. O próximo passo é abrir a boca e ver se não existe algo obstruindo a passagem de ar. Se houver algo, retire e verifique se a pessoa volta a respirar.
Você também vai precisar verificar se o coração está batendo. Tente sentir o pulso. Use a ponta dos dedos, a parte da digital (só não pode usar o polegar para isso, se não você irá sentir a sua pulsação ao invés da pulsação da pessoa). Coloque a ponta dos dedos sobre o pescoço, na parte lateral (onde passa a artéria). Teste em você. Procure sentir sua própria pulsação, fazendo uma pressão nessa área.
Muitas vezes é difícil sentir o pulso no pescoço, em situações de parada cardíaca. Tente sentir na região da virilha. Lá o pulso costuma ser mais forte.
Bom, temos duas possibilidades aqui. De apenas uma parada respiratória, com o coração pulsando, ou de uma parada cardiorrespiratória, onde nem pulmão e nem coração estão trabalhando.
O socorro está chegando e enquanto isso você aumentará as chances da pessoa sobreviver.
Vamos lá!
No caso de somente o pulmão ter parado. Você irá hiperestender o pescoço para trás. Isso faz mais ar entrar para os pulmões.
Você vai tapar o nariz da pessoa com os dedos. Apertando. Como se faz quando se mergulha. Isso faz com que o ar que você irá colocar para dentro, pela boca da pessoa, não escape pelo nariz dela. Abra bem a boca da pessoa. Inspire fundo e coloque o ar dos seus pulmões pela boca da pessoa. Faça isso e veja se o peito da pessoa sobe, se ele distende. Vá repetindo estes passos até a pessoa reagir ou até o socorro chegar.
No caso de uma parada tanto do coração e do pulmão? Se você estiver sozinho, vai ter que alternar o pulmão e o coração. Se tiver alguém junto, cada um assume uma tarefa. Caso fiquem cansados, devem alternar as tarefas, trocar de lugar com o outro.
Para a massagem cardíaca, vai ter que colocar uma mão sobre a outra, entrelaçar os dedos da sua mão e erguer parte da sua palma da mão (como se estivesse abraçando a mão debaixo). A que fica por baixo. Isso faz com que diminuímos a área de contato da sua mão com o corpo da pessoa, fazendo a pressão que você irá exercer ser maior e consequentemente a massagem será mais eficaz. Você estará de joelhos. Irá procurar o osso externo (é uma protuberância óssea, no final das costelas, no meio do peito) apalpe em você mesmo para achar onde fica. Sua palma da mão irá ficar logo abaixo desse osso. Seus braços deverão ficar estendidos, sem mexer os cotovelos, para não perder a força através deles. Você irá colocar o peso do seu corpo para apertar o coração e irá soltar. Isso fará o sangue que está dentro do coração, ser bombeado para fora e com a repetição desse movimento, o sangue irá voltar a circular pelo corpo da pessoa.
Tem um ritmo para fazer as massagens. Lembre que o coração bate em torno de 100 batidas por minuto. Tente ir neste ritmo.
Se você estiver sozinho, fará da seguinte forma: 15 compressões torácicas para 1 respiração artificial.
Se você tiver alguém para ajudar serão: 30 compressões torácicas para 2 respirações artificiais.
Sempre conte em voz alta se estiver com mais alguém ajudando. Isso faz com que o outro saiba o momento exato de fazer a sua parte.
Verifique o pulso da pessoa. Se estiver voltado, pare com as compressões torácicas.
Pode ser que alguma costela seja quebrada durante as compressões. Você poderá sentir e/ou ouvir um estalo. Não pare! Só pare se sentir o pulso da pessoa, ou quando o socorro chegar.
Pode acontecer do coração voltar a bater mas o pulmão não voltar a expandir. Pare a massagem cardíaca e continue somente com a ressuscitação respiratória.
Abaixo segue link de um vídeo onde mostra como fazer uma ressuscitação cardiorrespiratória.
https://youtu.be/s_SAJo2B_x0
SPANK NOS SEIOS E TESTÍCULOS
Ambos os lugares requerem alguns cuidados especiais e existe sempre o risco alto de algo dar errado.
Vou começar pelos seios, pois considero que é o menos problemático deles.
O seio é composto de estruturas internas que são responsáveis pela produção, armazenamento e condução do leite. Ele é uma glândula e tem uma função importante no corpo feminino. O cuidado é para não danificá-la, para que não rompa nenhuma estrutura interna e ela continue funcionante.
Temos o bico do seio. Essa parte é a mais resiste. Já vi bebês “destruírem” literalmente o bico do seio de suas mães, inclusive com rachaduras bem feias, mas eles continuam funcionando normalmente, sem nenhum prejuízo na parte funcional... Já na estética, grandes traumas podem causar modificações importantes. Com certeza é uma área que pode-se apertar bastante.
Depois temos a região da aréola mamária, que é a parte escura do seio. É ali que ficam os ductos lactíferos, por onde o leite chega ate o bico. Não existe nenhuma camada de gordura sobre essa região. E foi projetado para ser assim. Porque a gordura ali iria dificultar muito para os bebês apertarem esses canais para o leite sair. Se engana quem pensa que a boca do bebê deve pegar a pontinha do seio, o bico. Eles têm que colocar essa parte escura, a aréola toda dentro da boca.
Definitivamente não considero seguro trauma nessa região, justamente por estar desprovida de qualquer proteção. Há muitos anos atrás, as cirurgias de prótese mamária (silicone) eram colocadas justamente através do contorno da aréola. A intenção, na época, era disfarçar a cicatriz após o procedimento. Contudo, eles faziam o corte desses ductos, o que impossibilitou muitas mulheres de amamentarem seus filhos.
Bom, no restante da mama, a gente tem uma camada de gordura que cobre os alvéolos mamários, ou seja, o lugar onde se produz e se armazena o leite. Mais uma vez, essa camada de gordura varia de pessoa para pessoa, mas acaba permitindo um certo nível de trauma e aperto, de forma segura.
Uma coisa importante é fazer mamografia para saber se não existe algum nódulo. Nesse caso, nem pensar... Pelo risco de romper este nódulo e potencializar um cisto que seja benigno ou acelerar o crescimento de um tumor de mama.
6Agora chegou a vez dos testículos.
Quando os meninos nascem, o escroto (as bolas) estão dentro da barriga do bebê e precisam descer através de um canal até a bolsa escrotal. Isso é um processo normal que acontecem com todos os meninos.
Então o que a gente tem? Esse canal, ele continua ali. É um buraco, que inclusive pode se dilatar durante a excitação sexual, sendo uma possibilidade de reintroduzir os testículos por essa abertura. Veja bem... É uma possibilidade e não uma regra, pois os meninos crescem e o tamanho do escroto pode não ser mais compatível com o tamanho dessa abertura. Da pra com cuidado, tentar reintroduzi-los na cavidade abdominal e dai partir para algum tipo de spank no saco, que estará vazio.
Eu considero muito arriscado, pois não tem como prever a hora em que o testículo irá descer e acabar levando uma pancada bem nessa hora.
Outra coisa, o testículo é tipo que suspenso por fios. Esses fios são veias, artérias e nervos. E quando ele descer pode acontecer de haver uma torção nesses fios, ocasionando uma falta de sangue para o mesmo. Isso é uma urgência médica pois pode ocorrer a necrose (a morte do testículo).
Eu mesma já vi traumas leves ocasionarem essa torção de testículo. Então é algo que deve ser muito bem avaliado pelas partes envolvidas e estar ciente desses riscos e com um plano do que fazer caso ocorra essa urgência. Se terá algum serviço medico próximo e capaz de atender o rapaz se o pior acontecer.
HEMATOMAS
O Hematoma se forma pela ruptura de vasos após um trauma, uma sessão de spank por exemplo.
Apesar das marcar serem presentes para as (os) subs, é interessante saber quais cuidados podemos ter após uma sessão, para acelerar esse processo, para o caso daqueles que gostam muito de spank e não querem esperar todo o tempo para os coágulos se desfazerem, que pode levar até 30 dias, dependendo da pessoa.
É um risco realizar um spank em local que tenha algum tipo de hematoma, pelo fato de que se formam coágulos de sangue e estes podem ser deslocados através da corrente sanguínea do bottom e causar sérios problemas como trombose e até um AVC.
Outra coisa importante é saber o histórico de saúde da parte que se submete, por exemplo, o uso de anticoagulantes não impede a prática, mas o Top terá que empregar uma força menor pois o hematoma se formará com bastante facilidade. E nestes casos o tempo de recuperação do hematoma também aumenta, podendo passar dos 30 dias.
Bom, o que fazer nas primeiras 24 horas após o spank com formação de hematoma? Gelo. Com o spank e a ruptura dos vasos, que estão nos músculos, existe esse extravasamento de sangue. O sangue escapa das veias e fica “preso” no musculo. A gente usa o gelo para promover a constrição, que é o vaso sanguíneo contrair-se e diminuir de diâmetro, fazendo com que esse extravasamento diminua e consequentemente o hematoma comece a estacionar, não aumentar de tamanho.
Após estas 24h, deve-se aplicar calor na região. O calor vai promover uma aceleração do processo de regeneração do musculo e da degradação desse hematoma.
Tem que se ter cuidado sempre com o tempo de contato, tanto do gelo ou do calor, pois ambos podem causar queimaduras. Se estiver doendo, causando desconforto é sinal que é hora de para.
Outra coisa que eu aconselho é usar um saquinho no gelo e um paninho fino, tipo uma fraldinha, para proteger a pele. No calor, usar o paninho.
Também existem pomadas que ajudam a desmanchar os coágulos formados (a base de heparina, arnica e mucopolissacarídeo – hirudoid), mas só depois de 24h. Na hora, no aftercare da para usar uma pomada calmante ou anestésica.
CORTES E SANGRAMENTOS
Algumas práticas podem ocasionar cortes e sangramentos e é importante saber como lidar com eles, quando eles acontecerem.
É fundamental fazer a limpeza da área. Pode ser com água e sabão. Depois secar bem com uma toalha ou pano limpo.
Para os corte superficiais, basta aproximar as bordas do corte e colocar uma fita (de preferencia, micropore). O corpo vai iniciar o processo de cicatrização e aproximar as bordas da ferida, garante que se forme uma mínima cicatriz e que não entre nenhuma bactéria que acabe infectando a lesão.
Por exemplo, na prática do cutting, ocorre o corte da pele e consequentemente o corte de algumas veias pequenas, de pequeno calibre. Uma compressão exatamente sobre o local é suficiente para parar o sangramento. Sempre leve gaze estéril para usar nos cuidados pós-sessão, se for fazê-la. Também se lembre de fazer a limpeza da pele antes (álcool 70%) de fazer o corte e usar luvas de procedimento.
Agora, se acontecer um acidente e por acaso você cortar uma artéria. Vai sangrar bastante. Faça uma compressão logo acima do corte. Isso reduz o fluxo de sangue e ajuda a formar um coágulo mais facilmente. Não se orienta mais o uso de torniquete para a população em geral, pois muitas pessoas já perderam a perna e o braço, pois se esqueciam de soltar o torniquete e acabava com todo o suporte de sangue, o que acabava fazendo os tecidos necrosarem, morrerem.
Sangramento intenso tem que procurar uma emergência imediatamente
ELETROCHOQUE
Um tema interessante, já que a medicina usou (e ainda usa) terapia eletroconvulsivante para tratar algumas doenças.
Existem alguns relatos que informam que o taser é arriscado em pessoas cardíacas e em outros lugares, que dizem ser seguros para o uso. O taser tem 50.000 V e 36 mA.
Dai fui atrás de referencias mais seguras para abordar esse assunto.
Encontrei essa tabela extraída da NR10 que trata dessas questões de segurança quanto à eletricidade. Dá pra perceber que até 9 mA, a princípio, não traz prejuízo à pessoa.
O que acontece num choque elétrico no nosso corpo? É uma corrente elétrica que entra no corpo por um ponto e sai por outro. Nas vítimas de choques de rede elétrica que atendemos, a primeira coisa é saber onde estão os pontos pra traçarmos a rota dessa corrente elétrica pelo corpo da pessoa. O maior risco é passar pelo coração e fazer ele parar de bater ou bater de forma errada. No nosso corpo existem correntes elétricas. O nosso cérebro funciona desse jeito: manda descargas elétricas para os músculos se moverem, por exemplo. O coração é um musculo, que se contrai. Uma corrente diferente passando por ele, pode atrapalhá-lo de funcionar perfeitamente.
Eu, particularmente, tenho muito receio com aparelhos ligados à tomada ou com uso de baterias potentes para uso em práticas. Os com uso de pilha são mais seguros para isso, já que a descarga é bem menor, e a princípio não trazem riscos para a pessoa.
Gestantes e pessoas que usam marca passo, não podem fazer essa pratica.
QUEIMADURAS
Podem ocorrer queimaduras de pele pelo atrito da corda, pela temperatura elevada em um wax, pelo frio no uso do gelo, e com certeza irá ocorrer no branding.
O que fazer no caso de uma queimadura? Água, imediatamente. Isso alivia a dor e ajuda a hidratar a área. Hospitais especializados em queimados têm banheiras de inox, onde se colocam as pessoas de molho, quando são grandes queimados.
Em hipótese nenhuma deve-se colocar pasta de dente na queimadura, pois depois será necessário se fazer uma raspagem dessa área, complicando a recuperação. Se usa a pomada de sulfadiazina de prata, mas hoje em dia precisa de receita médica para comprar essa pomada, pois tem antibiótico na fórmula.
No caso de um acidente mais grave, por exemplo, pequeno incêndio com wax, se estiver de roupa, pode ser que elas derretam e colem no corpo. Não tente tirá-las. Chame o Samu, pois será preciso já ir fazendo medicação para a dor no caminho, pois é muita dor. E muita água sempre, isso realmente ajuda.
GRÁVIDAS
Grávidas não podem sofrer nenhum tipo de impacto ou vibração durante toda a gestação. Esse é um consenso dentro da medicina. Elas são desaconselhadas a fazer alguns tipos de massagens durante essa fase da vida. Então a prática de spank fica realmente comprometida, por conta dessa orientação. Por outro lado, já vi grávidas sofrerem traumas (desde leves como quedas, até os graves como acidente de carro) e não ter acarretado nenhum problema para a gestante ou o bebê. Mas o contrário, infelizmente também é válido.
Agora você pensa: então grávida não pode fazer nada dentro do BDSM? Claro que pode. Tem que ser bem conversado e talvez adaptar algumas coisas neste período. Ambos têm que estar sentindo-se seguros. Consultas de pré-natal sempre em dia (recomendo aqui fazer além das 9 consultas obrigatórias). O período mais crítico sempre é o primeiro trimestre, ou seja, os primeiros 3 meses de gestação.
Práticas psicológicas como humilhação devem ser revistas e serem feitas somente se a gestante se sentir segura e realmente não se ver diminuída, de forma real. Nesse período, devido à enorme descarga de hormônios que ocorre, ela pode perceber as coisas de maneira diferente do que o habitual. Conversar sempre, manter o diálogo, sobre tudo: BDSM e a vida em geral.
Gestante tem particularidades, mas essa condição não significa colocar a gestante numa redoma de vidro. Até porque fazer isso, também traz prejuízos ao psicológico de qualquer pessoa. O mais importante é sempre o apoio.
Práticas como wax, agulhas, chuvas e outras são bastante seguras para se praticar nesse período.
Ahhh... Lactofilia nesse período é proibido, pois ao estimular os seios, o corpo vai receber a mensagem que o bebê já nasceu, ficando confuso e pode até ocorrer um aborto ou um parto prematuro.
Conhecimento deve ser repassado, mas por favor cite os autores
Dom Enriko
Cláudia de Dom Enriko









