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terça-feira, 7 de março de 2023

Nosso reencontro

Hoje nos reencontramos após mais de um ano sem nos vermos. Seguimos amigos durante esse tempo (o que eu acredito que deveria acontecer em todas as relações).
Marcamos de nos encontrarmos uma vez, mas não foi possível por questões particulares minhas. Algum tempo depois marcamos novamente de nos vermos.
Conforme foi se aproximando o dia em que nos veríamos, foram surgindo todos os sentimentos que sempre tive ao lado Dele... aquela ansiedade... aquele frio na barriga... e também o medo de ter esfriado a nossa ligação... afinal se passou bastante tempo.
Foi uma noite bem agitada... muitos sentimentos dentro de mim que iam e vinham.
Conforme amanhecia o dia... tudo ficava ainda mais intenso e forte.
Ele me encontrou e fomos juntos no carro Dele. Conversamos como amigos que sempre fomos. Dava a impressão que seria algo frio e até certo ponto mecânico. 
Contudo eu não havia gostado da forma como terminamos a relação... a forma como entreguei a coleira e queria que tivéssemos talvez um adeus melhor e digno de tudo que sempre havíamos sido um para o outro. Esse era o meu sentimento nessa hora.
Quando chegamos, Ele disse para eu abrir a porta do carro do lado Dele, para poder sair. Dei um leve sorriso e lembrei da nossa primeira vez, quando Ele fez isso.
Subimos... e no primeiro toque da mão Dele em mim... tudo apareceu naquela hora... muito vivo dentro de mim... nunca deixou de existir... estava apenas adormecido esperando por Ele... por quem meu corpo e alma reconhecem como Dele.
A certeza que Ele sempre seria meu Dono estava de volta... foi como se não tivéssemos deixado de nos ver esse tempo todo... estava absolutamente tudo ali... incendiando meu corpo por dentro.
Difícil de explicar essa ligação que temos... é algo que só quem já sentiu isso, consegue entender o quão avassalador é isto.
Estávamos de volta... o Senhor e sua serva... o Dono e sua posse... Dom Enriko e cacau voltaram... e como eu senti falta de nós. 
Teremos que reacordar alguns pontos porque minha vida baunilha mudou, mas nossa essência está toda ali... sempre esteve
Dom Enriko, Dono de mim para toda vida, está e as próximas também.

segunda-feira, 6 de março de 2023

O término

 Há pouco mais de um ano, rompi a relação com o Dono.

A pandemia do Covid acabou contribuindo muito para nosso afastamento, o que fez que eu trabalhasse ainda mais devido a necessidade dos serviços de saúde e também das dificuldades de conseguirmos nos encontrar com certa regularidade.

Acho que foi a coisa mais difícil que fiz na minha vida, porque eu ainda o amava muito, mas coisas da vida acontecem com todos nós. 

No meio de tudo isso eu também senti a necessidade de ter uma relação baunilha... eu precisei preencher esse espaço e acabei entregando a coleira ao Dono. Eu sempre tive muita dificuldade de me "dividir" (Dono sabia bem disso)... mas Ele não fazia ideia do quanto isso foi sofrido para mim... chorei muito... mas eu precisava e tive que ser forte para não voltar correndo pra Ele... Ele sempre esteve e sempre estará marcado em mim.

Me desfazer de coisas da nossa história foi outro momento de muita dor... mas não havia como mantê-las em meio a uma relação baunilha, por razões óbvias. E é nessa hora que você tem a certeza de que coisas materiais, físicas... são só coisas... o que tem de valor nas coisas é o que ela deixa dentro de você... ahhh, isso nunca teria como se desfazer dentro de mim. Somos feitos do caminho que trilhamos e não do destino final da jornada.

Meu companheiro baunilha sabe desse meu lado. Joguei limpo com ele. Tentei explicar para ele e ele até buscou um pouco de informação sozinho. A bem da verdade foi que ele gostou de algumas partes e até tentou algumas coisas... coisas que o excitaram, mas estava mais para aquele baunilha que curte sexo pegado... mas não tinha a essência que eu e o Dono tínhamos... a ligação que nos unia... nessa hora senti na pele o significado da frase "não se produz parceiros BDSM". Não tem como vc despertar algo que não exista internamente na pessoa, por mais que você plante e regue... não vai germinar.

Nem todos tem a sorte de conseguir unir os dois mundos... e parece ser normal isso pq costumamos nos descobrir mais velhos nesse meio BDSM e as relações baunilhas já estabilizada na maioria dos casos.


sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Hora de brincar

 Dono disse que hoje iríamos brincar de age...

Na mesma hora é como se Ele tivesse chamado a cacauzinha da minha infância para brincar... aquela moleca, sapequinha e danadinha (acredito q eu ainda guarde muita coisa, de mim, dessa época). Já fui ligando a TV num desenho infantil e fui me adentrando ainda mais nesse "papel".



Sempre gostei de desenho animado, de desenhar, de fazer coisinhas com as minhas mãos, de brincadeiras de rolar no chão... que no fundo sempre fizeram o despertar da minha criança interior 😊. Quem sabe seja aí que mora esse meu desejo em viver o ageplay com o Dono?

Dessa vez não foi possível usar a sainha rosa q eu tinha feito, mas eu tinha um substituto tão interessante quanto: um pijama de porquinha... tooodo rosinha. Experimentei... como é automático os sorrisos se formarem na minha face... e como isso me ilumina, de imediato.

Esse pensar nas possibilidades também é tão bom. Realmente acaba se tornando uma imersão para mim.

 Ele disse que faríamos umas coisas na rua e que eu deveria sair só com casaco por cima da roupa... mas como não foi possível usar a saia rosa... pedi para deixar para mim vestir quando o Dono chegasse ( o pijama era muito quente e eu iria suar muito)... Ele concordou.

Eu adoraria sair com o Dono, com minhas pernas cor-de-rosa aparecendo 😊, mas não estava tão frio assim, eu voltaria toda suada depois do pequeno passeio com o Dono.

Dono tinha feito uma chamada de vídeo e mandou que eu dormisse um pouco e que eu me comportasse (Dono também estava virando sua chave para brincar comigo depois).

Não consegui dormir... e acabei fazendo uma artezinha... Fui no mercado comprar comidinhas que crianças gostam ( e adulto também), pois iríamos almoçaram e comprei também um tecido de tema infantil ( com luas, estrelas e nuvens) que seria usado como cobertorzinho mais tarde.

Dono chegou e fomos fazer um pequeno passeio... 

Nessa hora era o Dono e a sub quem estavam ali. Ao chegar no canil e pedir para o Dono se eu podia me "arrumar". Foi após a concordância Dele que entrou em cena a bebezinha e o papaizinho 👨‍👧.

Coloquei o pijaminha e fiz duas chiquinhas nos cabelos. Quando voltei, já me apresentei para Ele "de cantinho" na porta... mostrando apenas o meu rosto. Ele me chamou para junto Dele... me abraçou e começou a falar com sua bebezinha (incrível que eu ainda fique tímida para algumas coisas com o Dono... mas eu percebi que falei bem mais nessa vez, do que na última vez que brincamos assim) - quase três anos juntos e ainda nos surpreendemos um com o outro.

A voz do Dono sempre bate fundo em mim e aqui não podia ser diferente. Quando ele dizia "que vontade de morder!" e eu pensando "Morde! Morde!" 🤭🤭🤭 ele mordeu... (adoro as mordidas do dono, mas ali foi uma mordida diferente... é outra sintonia que encontramos dentro dos nossos desejos - como eu sou grata por termos tantas coisas que caminham juntas dentro desse nosso universo).

É um outro lado que desperta dentro de mim, um outro lado que me dá prazer. De início eu já gozei, mas fiquei quietinha para o papai não saber 🤫.

É muito doido que eu consiga gozar com Ele falando ao meu ouvido, e me abraçando e me apertando... às vezes me surpreendo (ainda) que "somente" esses estímulos já são capazes de me causar isso. Não racionalizo nada quando estamos em sessão... de fato... apenas me entrego ao Dono e à condução do que estamos vivendo... Não existe mais nada ou ninguém para mim nessa hora... Talvez por isso seja tão intenso tudo o que eu sinto.

Racionalismo depois, quando revivo a experiência através das minhas memórias, ou como agora quando escrevo (deve ser por isso que escrever para mim é uma forma de prazer também).

Quando ele me pegou pelas chiquinhas para que eu prestasse atenção nas suas instruções... é uma pegada diferente no cabelo (aliás, tudo é diferente). Ouvir "só o papai pode colocar o pipi na tua pepequinha"... Nossa!... me despertou coisas que eu ainda nem sei explicar direito... Acho que reforça ainda mais que eu pertenço à Ele... só a Ele e mais ninguém... Essa certeza que Ele é o meu Dono e sempre será.

[E nesse momento do texto, eu me pego com algumas lágrimas... dessa intensidade que é tudo o que vivemos, da felicidade que tudo me causa... de eu me encontrar Nele... Obrigada Dono!]

Tão bom ficar brincando no colo do Dono... descobrir que foi pega "no pulo" quando Ele me via pela cam... Foi um sentimento de vergonha, por ter sido pega no flagrante, misturado com o cuidar Dele... que Ele me vê mesmo sem eu perceber...

De fato eu me sinto uma menininha nas suas mãos... desde a que faz arte e é pega, até às situações em que o papai vai ensinar e mostrar novas coisas para sua menininha.

Dono me surpreendeu de tantas maneiras nesse dia... Me fez gozar várias vezes (tanto que minha perna direita começou a "bater"). Ele realmente estava me ensinando... me direcionando... me conduzindo... Os Dedinhos das minhas mãos estavam lá para mostrar isso a Ele (esses danadinhos que me entregam pro Dono) [preciso fazer uma observação quanto ao auto-controle do Dono... Parabéns Dono! Eu não conseguiria...]

Quando fui lamber o Dono... era como se eu estivesse mesmo "brincando"... eu era a sapequinha que se divertia nessa brincadeira de gostosuras e muitas travessuras.

Obrigada Dono... De verdade vivi ser tua menininha... ainda é uma estrada pouco explorada por nós... mas algo me diz que visitaremos ela com mais frequência.

sexta-feira, 12 de julho de 2019

O inesperado esperado

     Mais um daqueles momentos que ficarão guardados para sempre dentro de mim... (Tá bom... Acho que um pedacinho do que estou sentindo vai transbordar e se mostrar por aí... :)
     Hoje o Dono decidiu me dar algo que eu tanto queria e lhe pedia: penetração.
     Foi uma espera longa, mas se apresentou surpreendente e reveladora para mim. Não sei se isso se deu pela espera em si, ou porque cada vez mais eu (re)descubro coisas que me levam cada vez mais fundo nessa estrada.
     Era um dia normal, despretensioso (pelo menos no meu ponto de vista). Eu estava no canil e já tínhamos nos visto mais cedo. Eu estava arrumando as coisas por ali, quando percebi uma mensagem do Dono no meu celular (pois é... meu telefone me sacaneia às vezes... não tocou a notificação). Era o Dono avisando que estava vindo. Esse problema com o celular acabou gerando um atraso da minha parte em atendê-lo. Imagine o susto quando recebi um ligação Dele dizendo que já estava esperando que eu fosse abrir a porta para Ele. Era uma mistura de susto... ansiedade... felicidade... e uma pitadinha de medo pelo que poderia vir a acontecer por conta dessa espera Dele.
     Quase 2 anos e ainda me sinto como da primeira vez que o vi...
     Eu nem desconfiava do que estava por vir... Senti suas mãos se entrelaçando nos meus cabelos e na mesma hora veio aquele puxão de cabelo, que faz eu me arrepiar por inteira e o corpo pular veloz quando sinto sua voz ao meu ouvido, reafirmando "TU É MINHA"... e como se isso fosse pouco, vem aquela mordida na orelha, acompanhada do calor da respiração do Dono. Tem certas coisas que o Dono faz, que funcionam como se fosse eu sendo algum material inflamável e Ele o fogo... é uma combustão imediata... Esse é um desses momentos... é como se estivesse me preparando para o que estava por vir.
     Me questiono: "como é possível sentir tantas coisas desencadeadas pela sensação da dor?" Parece que esse é o meu botão de ligar... parece que só a partir disso fico apta a sentir o inimaginado, o extraordinário...
     Dono fez um spanking conjuntamente com a penetração. Algo novo para mim. Confesso que tive medo de como seria essa experiência, depois de tanta espera.
     Foi algo impensado... fora da curva... muito diferente do que eu pudesse "prever".
     Estávamos conectados (na verdade sempre estamos, mas dessa vez teve novos elementos). Não foi algo puramente pelo ato físico em si, mas tudo o que acendeu em mim.
     Dono me perguntou se eu gozei... e sim... mas de um jeito novo. Não foi aquela tremedeira que eu fico, e que o Dono está acostumado à sentir de mim. Foi essa mistura da penetração com o spanking... com a dor... com o fato de estar ali, praticamente de quatro... de sentir o Dono fazer o que Ele quisesse, pelo tempo que Ele quisesse... Isso tudo fez eu perceber que a dor é de fato o meu gatilho para o prazer... que esse jeito "bruto" me excita (e muito), mas muito além disso tudo... que o me sentir sua, na sua mão, inteiramente entregue à Ele... Isso também me faz gozar. Me parece que a satisfação do Dono dispara um turbilhão de reações no meu corpo e quando me dei conta... eu estava molhada e muito feliz... realizada por ser sua exatamente do jeito que Ele deseja.
     Eu gozei no aftercare, onde, além do abraço do Dono, senti me envolver por uma onda de calor e senti escorrer... esse é o prazer da cadelinha do Dono (um dos muitos tipos que sou capaz de sentir).
     Descobri que sinto um prazer tão imenso em ser sua sub, que começo a entender porque já peguei minha calcinha molhada pelo simples fato de pensar no Dono e/ou situações vividas e imaginadas.
     Só tenho a agradecer ao Dono, que aceitou me adestrar como sua sub, me mostrar esse mundo que a cada passo que damos juntos, me sinto fazer mais e mais parte do reino de Dom Enriko.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Quase vermelho

     Dono veio ver sua cadelinha pela primeira vez nesse novo ano. Eu estava cheia de saudades da sua voz... do calor... de sentir sua respiração... do seu cheiro... do toque, que transita entre leve, pesado e quente.
     Sei que Ele também estava com saudades de mim, de ter-me aos seus pés e feliz por ser Dele do jeito que Ele quer.
     E para comemorar tantas coisas boas que o novo ano nos reserva, Dono resolveu fazer um bolo de cacau 😁. Adoro a sua criatividade e a forma como as coisas acontecem e evoluem, gradativamente e cada vez com mais intensidade ainda.
     Dono usou um batedor de claras de tamanho pequeno, ao qual eu fui encarregada de lubrificá-lo, enquanto o Dono me batia na bunda. Aqui, fiquei pensando o quanto de tempo levaria para eu concluir a tarefa... uma maneira interessante de explorar os limites, sem a necessidade de usar exatamente a safe... bastou apresentar a conclusão desta ao Dono.
     Foi então que Ele mandou que eu deitasse na cama e que eu mesma introduzisse o novo brinquedo em minha vagina. Ordem que não foi fácil, dada a diferença de largura das parte a se encaixarem. Consegui introduzir parte somente quando apertei as alças do fouet para que ficasse mais estreito. Inicialmente só senti a dor pela dificuldade de introduzir o instrumento, mas para uma masoka, a dor é estímulo para o prazer e logo eu já estava gemendo.
     Confesso que a pura introdução do fouet não me causou o prazer que eu imaginava (acredito que pela pequena superfície de contato do fouet com a minha vagina). Eu estava com um travesseiro, só colocado sobre a minha cabeça, mas daí veio uma combinação de percepções. Minha respiração ficou mais pesada, parecendo que o travesseiro tinha aumentado de peso para dificultar o respirar e nesse exato instante, Dono começou a girar e dar batidas no fouet que estava dentro de mim. Isso criou ondas que percorreram todo o meu corpo. Elas nem cessavam e lá vinha outra com as batidas repetidas no brinquedo. Isso tudo fazia uma espécie de melodia entre batidas, gemidos e respiração ofegante... até que meu corpo não aguentou mais e se curvou de prazer e acabou descobrindo as mais diversas variações desse sentir... desse estremecer... desse vibrar...
     Um mundo de possibilidades se apresenta quando estou nas mãos do Dono... na sua condução de minhas vontades.
     Claro que não poderia faltar de eu sentir o peso da mão do Dono... para Ele mostrar o tamanho da saudade que ele sentiu dessa sua puta. Essa mão vai ficando mais pesada... mais forte a cada novo reencontro nosso. A sua mão vai se fundindo à minha pele, pois ali é a sua estrada e cada vez mais Ele explora esse desenho... faz novas rotas... mas o destino final é sempre a satisfação de nossos desejos, até os mais secretos... aqueles que nem descobrimos ainda.
     Em determinado momento senti encostar no vermelho, na safe (que eu até me questiono se de fato encostou). Eu sempre desejo ir além, de me desafiar, que sou capaz de ir mais longe. Eu chorei desta vez... aquele choro com vontade... Acredito que tenha sido exatamente por ter conseguido superar mais um degrau da dor e me aprofundar ainda mais como a masoka que sou... que se redescobre a cada nova sessão. Comparo à um atleta que se dedica, sente dor e continua para se superar e quando consegue fazer isso, cai ao chão, em choro. Não é um choro de tristeza ou pela dor, mas pela superação de si mesmo, de perceber que somos capazes e que podemos sempre ir além.
     Obrigada Dono.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Perder o chão é poder voar

     Dono veio ver sua cadelinha, para iniciar 2019 com a mão direita (e a esquerda também 😁). Ele me pediu para escolher dois brinquedos, com exceção das colheres e velas. Nossa... quanta indecisão dentro de mim. Na verdade, queria todos os brinquedos. Como é difícil escolher o que será usado para o spank. Cheguei a cogitar em escolher a régua, só pra ver se conseguiria descobrir se ela iria quebrar 😊. Eu realmente gosto de me desafiar, ver até onde consigo ir... acho que estou me tornando uma masoka insaciável... Acabei ficando com um garfo de madeira e um tipo de chibata de equitação.
     Eu estava cheia de saudades do Dono... uma vontade crescente de estar sempre aos seus pés, lhe servindo e fazendo todas as suas vontades. Era uma tarde escaldante, mas ela iria ficar ainda mais quente para mim...
     Dono também é meu amigo... temos uma relação de convívio... para além de puramente sessões, mas nunca penso ou pensei Nele de outra forma que não seja como Dono de mim.
     E foi nesse dia que Ele me mostrou que poderia me deixar flutuando. Ele me vendou e depois perguntou se eu confiava Nele. Só depois da minha confirmação, começou a me girar para vários lados e com velocidades variadas. Me deixei levar, não ofereci nenhuma resistência (e olha que isso é novo pra mim, pois eu sempre conduzi os homens em momentos de dança).
     Por alguns momentos eu ficava tonta, embriagada por Ele... por me perceber ali, entregue e confiando, literalmente, cegamente Nele. Nas vezes que senti que poderia cair, Ele vinha com sua mão e me segurava. Realmente eu estava segura. Eu sempre confiei Nele, mas naquele instante eu pude sentir isso de uma forma mais física e concreta.
     Me senti flutuar... voar com o Dono junto de mim. Sou livre estando presa à Ele. Sei que é controverso, mas só quem já passou por isso é capaz de entender esses meus sentimentos contraditórios.
     Parecia a "multiplicação do Dono" 😄. Quando eu pensava que Ele estava em um lugar, eu o sentia do outro. Era como se Ele estivesse em toda a parte.
     E, foi tomada por tudo isso dentro de mim, que o Dono iniciou a sessão de spank. Sempre é diferente... ainda mais quando se soma a criatividade do Dono. Eu usava a gag... eu considero que demoro muito, mais depois que começa à escorrer... não para mais...
     Dono consegue transformar apenas dois acessórios em muitas sensações... aproveita ambos os lados e até mesmo a cordinha que serve para pendurá-lo ou prendê-lo na mão... tudo vira mais um brinquedo, mais uma possibilidade para Ele (e para mim também).
     Pode parecer estranho para alguns, que o spank cause prazer, em um determinado ponto. Eu mesma pensava assim e até era descrente quando lia relatos que afirmavam o prazer pela dor.
     Me senti encharcada, com as pernas molhadas e logo na sequência eu não sentia mais a dor... Sentia o impacto, mas nadinha de dor naquela hora. Acredito que seja um tipo de orgasmo ou gozo diferente, porque o corpo muda nessa hora e logo depois vem uma sensação de relaxamento... de plenitude... que não existe mais nada ali, além de nós dois.
     Existe um sorriso que mora dentro de mim e que aparece nessa hora. Faz questão de se mostrar pro Dono. Para Ele saber que sua cadelinha é feliz na sua mão, que só é completa assim... que por mais que tenha minhas vontades e desejos, essa completude só vem assim, quando estou entregue à Ele, sendo aquilo que Ele deseja de mim.
     Sou tua por inteiro, desse jeito implacável... inimaginável... mas real... muito real.
     Obrigada Dono, por me dar assas para que eu possa voar.

sábado, 15 de dezembro de 2018

Acidente com o plug

Calma!!! Vou contar como foi a situação em que eu e o Dono passamos nestes dias. Acredito que não seja algo tão incomum e achamos que vale o alerta.
Estávamos em uma sessão com o uso do plug anal (aqueles de jóia, com uma pedra na sua base). Dono resolveu experimentar colocar o massageador que possuo, com o efeito parecido com o da varinha, junto ao plug. Foi muito boa essa sensação do plug com a vibração. Com o decorrer da sessão, aconteceu nosso primeiro acidente: o plug acabou entrando para dentro do ânus.
Deu pra sentir o momento em que isso aconteceu, pois senti um forte incômodo e quis logo retirar o plug. Coloco minha mão para retirá-lo e percebo que ele não está ali. Claro que fiquei apavorada, mas o Dono me disse para me manter calma e fazer força. Depois de dar uma choradinha básica, faço o que Ele me mandou e com a sua ajuda, Ele consegue retirar o plug de lá... que alívio!
Estávamos em outro Estado e eu com um belo roxo na minha nádega esquerda e a direita bem vermelha. Eu pensava: “Como vou explicar isso, se precisar ir num serviço de emergência?” “Vou ter que ir sozinha, se não irão enquadrar o Dono na Maria da Penha!”
Ainda bem que tudo se resolveu. Depois do susto ter passado, nos demos muitas risadas do que aconteceu.
Acredito que a vibração tenha facilitado a entrada do plug. Aqui fica a dica: se sentir algo diferente, use sua safe para verificar o que está acontecendo, no caso de algo dar errado se mantenham calmos e se não for possível resolver sozinhos, procure um serviço de emergência.

Nosso reencontro

Hoje nos reencontramos após mais de um ano sem nos vermos. Seguimos amigos durante esse tempo (o que eu acredito que deveria acontecer em to...