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quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Perder o chão é poder voar

     Dono veio ver sua cadelinha, para iniciar 2019 com a mão direita (e a esquerda também 😁). Ele me pediu para escolher dois brinquedos, com exceção das colheres e velas. Nossa... quanta indecisão dentro de mim. Na verdade, queria todos os brinquedos. Como é difícil escolher o que será usado para o spank. Cheguei a cogitar em escolher a régua, só pra ver se conseguiria descobrir se ela iria quebrar 😊. Eu realmente gosto de me desafiar, ver até onde consigo ir... acho que estou me tornando uma masoka insaciável... Acabei ficando com um garfo de madeira e um tipo de chibata de equitação.
     Eu estava cheia de saudades do Dono... uma vontade crescente de estar sempre aos seus pés, lhe servindo e fazendo todas as suas vontades. Era uma tarde escaldante, mas ela iria ficar ainda mais quente para mim...
     Dono também é meu amigo... temos uma relação de convívio... para além de puramente sessões, mas nunca penso ou pensei Nele de outra forma que não seja como Dono de mim.
     E foi nesse dia que Ele me mostrou que poderia me deixar flutuando. Ele me vendou e depois perguntou se eu confiava Nele. Só depois da minha confirmação, começou a me girar para vários lados e com velocidades variadas. Me deixei levar, não ofereci nenhuma resistência (e olha que isso é novo pra mim, pois eu sempre conduzi os homens em momentos de dança).
     Por alguns momentos eu ficava tonta, embriagada por Ele... por me perceber ali, entregue e confiando, literalmente, cegamente Nele. Nas vezes que senti que poderia cair, Ele vinha com sua mão e me segurava. Realmente eu estava segura. Eu sempre confiei Nele, mas naquele instante eu pude sentir isso de uma forma mais física e concreta.
     Me senti flutuar... voar com o Dono junto de mim. Sou livre estando presa à Ele. Sei que é controverso, mas só quem já passou por isso é capaz de entender esses meus sentimentos contraditórios.
     Parecia a "multiplicação do Dono" 😄. Quando eu pensava que Ele estava em um lugar, eu o sentia do outro. Era como se Ele estivesse em toda a parte.
     E, foi tomada por tudo isso dentro de mim, que o Dono iniciou a sessão de spank. Sempre é diferente... ainda mais quando se soma a criatividade do Dono. Eu usava a gag... eu considero que demoro muito, mais depois que começa à escorrer... não para mais...
     Dono consegue transformar apenas dois acessórios em muitas sensações... aproveita ambos os lados e até mesmo a cordinha que serve para pendurá-lo ou prendê-lo na mão... tudo vira mais um brinquedo, mais uma possibilidade para Ele (e para mim também).
     Pode parecer estranho para alguns, que o spank cause prazer, em um determinado ponto. Eu mesma pensava assim e até era descrente quando lia relatos que afirmavam o prazer pela dor.
     Me senti encharcada, com as pernas molhadas e logo na sequência eu não sentia mais a dor... Sentia o impacto, mas nadinha de dor naquela hora. Acredito que seja um tipo de orgasmo ou gozo diferente, porque o corpo muda nessa hora e logo depois vem uma sensação de relaxamento... de plenitude... que não existe mais nada ali, além de nós dois.
     Existe um sorriso que mora dentro de mim e que aparece nessa hora. Faz questão de se mostrar pro Dono. Para Ele saber que sua cadelinha é feliz na sua mão, que só é completa assim... que por mais que tenha minhas vontades e desejos, essa completude só vem assim, quando estou entregue à Ele, sendo aquilo que Ele deseja de mim.
     Sou tua por inteiro, desse jeito implacável... inimaginável... mas real... muito real.
     Obrigada Dono, por me dar assas para que eu possa voar.

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