Hoje fui ao encontro do meu Senhor. Eu estava com muitas saudades dele. Faziam quase 2 semanas que não nos víamos, apesar de nos falarmos todos os dias (mas isso não diminui a vontade que eu sinto dele, bem pelo contrário, só faz aumentar essa vontade louca e insana que eu tenho de absolutamente tudo o que está relacionado à ele). Esse tempo em que ficamos separados fisicamente não significou que meu dono e Senhor não tenha me proporcionado momentos de prazer. Eu consigo senti-lo tão forte e tão intenso, como se ele estivesse ao meu lado, o tempo todo. Sinto sua mão me conduzir e sua voz me orientar por este caminho, o qual eu estava destinada a trilhar.
Minha expectativa e ansiedade por encontra-lo estavam nas alturas. Era como se elas não coubessem dentro de mim, devido ao tamanho e proporção que esses sentimentos tomaram nesses últimos dias. Eu queria lhe dar o meu melhor, lhe oferecer absolutamente tudo de mim. Não tenho nada a esconder dele e ele sabe disso, percebe isso em mim. Fico muito a vontade com ele. Não uso máscaras ou qualquer tipo de filtro para falar com ele (na verdade sempre me senti desconfortável com as regrinhas de conquista, que te falam para esconder os reais sentimentos e mostrar uma pessoa que na realidade não existe).
Eu sabia que ele andava estressado com a sobrecarga de trabalho e a correria do dia-a-dia. Isto me causava um forte desejo de conforta-lo e aliviar todas as tensões que o estavam incomodando, o que acabava por intensificar ainda mais o meu sentimento de servi-lo da forma mais completa que fosse possível para alguém imaginar.
Pouco antes dele chegar no nosso ponto de encontro, eu me peguei pensando que hoje eu iria cuidar bem do meu dono, que eu o faria se desligar do mundo lá fora (pelo menos no tempo que estivéssemos juntos). Eu havia proposto para ele de fazer-lhe uma massagem relaxante, para renovar suas energias. Levei um óleo bem perfumado, para que além do meu toque ele também sentisse o aroma liberado na hora (eu gosto muito de sentir e produzir memórias olfativas).
Eu pensava que naquele momento, eu realmente tinha que servi-lo, que ele estava precisando de mim (e esse pensamento meu fez eu sentir ainda mais a profundidade e intensidade da minha servidão por ele). Sinto prazer em ajudar os outros (até fiz disso minha profissão) e não iria ser diferente com o meu Senhor, ele que me causa arrepios e palpitações das mais variadas formas.
Ele me fez esperar um pouco por ele. Nesse momento eu lembrava de suas palavras, que eu sentia o vento soprar pelo meu corpo... pelo meu rosto... balançando meu vestido. Era como se aquele vento estivesse anunciando sua chegada. Era como se aquele vento fosse ele. Também fiquei torcendo para ele não demorar a chegar, pois eu queria cada segundo que eu pudesse ter ao seu lado. Eu estava faminta dele. Tinha sede de estar ao seu lado. Quando o avistei ao longe, já me enchi de alegria e o desejo por ele tomou conta de mim mais uma vez.
Entrei no seu carro e no caminho ele me mostrou uma música, porém também me deu uma tarefa para realizar durante o percurso. Confesso que fiquei focada na tarefa e acabei deixando a música para um segundo plano. Foi ai que ele me disse que era ele cantando naquela música. Ele havia composto ela. Iniciou novamente a música e cantou junto, ali no carro, ao meu lado. Na hora em que ele cantou, senti algo muito forte, como se me colocasse em estado de alerta. Até minha postura mudou nessa hora e fez com que eu respirasse mais profundamente. A voz dele realmente me causa sensações, que ainda não encontrei a palavra exata para descreve-la (acho que nem existe uma palavra, na nossa língua, para o que senti nessa hora). Sinto que a voz dele é o elo de ligação mais forte comigo. Foi ela quem me despertou e é ela quem me mantem fortemente ligada à ele.
Chegamos no nosso destino e ele mandou-me abrir sua porta. Da última vez que fiz isso fiquei muito incomodada, mas hoje seria diferente. Voltei ao carro, pela porta do caroneiro e fui engatinhando sobre o banco, colocando uma de minhas mãos no espaço entre as pernas dele e com a outra abri sua porta pelo lado de dentro. Nessa hora senti sua mão beliscar um dos meus seios. Entretanto, eu estava com minha ansiedade por ele muito intensa nessa hora e acabei realizando essa minha ideia, de uma forma muito rápida. Acabei precipitando o final desta situação, que era potencialmente prazerosa, mas de qualquer forma adorei abrir sua porta desse jeito. Isso me provou duas coisas: que eu tenho que procurar diminuir meu nível de ansiedade para conseguir explorar as sensações que se apresentam; e que eu tenho que confiar sempre no meu Senhor, pois ele realmente sabe o que faz já que desperta o meu olhar fora da caixa, fora do padrão. Que sempre é possível alcançar o prazer, basta estarmos dispostos a enxerga-lo na nossa frente.
No quarto. Ele se colocou atras de mim e começou a falar no meu ouvido e a morder o lóbulo da minha orelha. Dai vem aquela onda de sensações (excitação, taquicardia, arrepios...), deixando minhas pernas tremendo e minha respiração com uma profundidade tão intensa, quanto são esses sentimentos que tenho quando estou com ele e que culminam num desejo incontrolável de ser dele, do meu Senhor. Realmente estou ali para satisfaze-lo da forma como ele achar melhor. Confesso que tenho meus desejos (e não são poucos), mas os desejos dele são prioridade para mim. Estão acima dos meus.
Hoje foi a noite de eu conhecer um pouco dos acessórios do kit de adestramento (sim, um pouco, porque meu dono não dispunha de tanto tempo quanto nós dois gostaríamos, mas apesar do pouco tempo, sempre é intenso e único quando nos encontramos).
Meu Senhor fez eu entregá-los um à um, os quais foram dispostos em cima da cama para que posteriormente meu dono escolhesse a hora de usar cada um deles.
Confesso que teve alguns dos itens que me geraram certo medo, como a chibata de madeira e o prendedor de mamilos.
A chibata de madeira se mostrou um medo tolo de minha parte, uma vez que causou uma dor bem leve (ou meu Senhor decidiu não me mostrar todo o potencial deste item, ainda).
O medo quando ao prendedor de mamilos... esse não era tolo não... principalmente meu mamilo direito...ficou bastante dolorido... mas é uma dor crescente, que vai aumentando com o tempo de permanência do prendedor ali (isso que ele não decidiu mudar a pressão durante o tempo em que estavam ali). Ele mordeu os bicos dos meus seios enquanto os prendedores ainda estavam ali, na mistura perfeita de dor e excitação. Deixou eles por um tempo ali. Meus mamilos são muito sensíveis e meu dono os retirou no exato momento em que eu estava chegando ao ponto de usar a palavra amarelo pela primeira vez. Ele sempre me sente, me percebe, entende os meus limites. Temos essa conexão e eu acho que isso fará eu não precisar usar as safewords, mas elas estão ali para o caso de um dia a nossa conexão falhar (o que eu acho bem difícil de acontecer).
Ele usou a gag em mim. Eu já havia testado-a antes e sabia do seu efeito potencial, contudo ela machucava minha boca, nas laterais. Dai troquei o material que passa por ela, por uma coisa mais delicada. Funcionou. Mas acontece algo muito louco quando estou junto do meu dono... fico com a boca muito seca... e nem a gag foi capaz de fazer passar (eu acho que essa secura que eu sinto é a falta que o beijo dele faz na minha boca).
O chicote com pontas de couro... esse ele usou bastante. Sempre de maneira gradual. Sentia meu corpo pular conforme ele ia aumentando a intensidade. Na última vez que o chicote bateu em minha bunda, comigo ajoelhada no chão... senti encostar no amarelo.
Eu tenho a impressão de que sempre que ele me bate, transfere a sensação de dor para o meu corpo, mas ao mesmo tempo recebe de volta a informação dos meu limite naquele exato momento. Eu inclusive arrisco dizer que ele os percebe antes mesmo de eu mesma sentir que estou chegando perto de meu limite.
Ele usou os plugs em mim. Primeiro o com cauda. Senti o toque frio do metal em meu corpo quente fazendo com que algumas partes do meu corpo se contraíssem. Ele precisou colocar um pouco de lubrificante para conseguir colocar o plug em mim. Eu estava imóvel, de quatro, na cama. Não sabia o que esperar. Ele se aproximou de mim e eu comecei a sentir um enorme prazer nessa hora. Ele ficava me observando, atento às minhas reações. Eu havia levado minha câmera fotográfica para ele, se quisesse utilizar. Ele também gosta de fotografia, assim como eu (uma das muitas coisas que temos em comum). Senti quando ele a pegou, pois a alça dela bateu no meu corpo. Olhei as fotos quando cheguei em casa e gostei bastante de como ficou. Ele decidiu retirar o plug bem rápido de dentro de mim, me causando surpresa nessa hora, bem como uma inspiração profunda e rápida, com um ensaio de gemido.
Depois foi a vez do plug com uma pedra azul na ponta. Eles eram ambos do mesmo tamanho, mas as sensações foram bem diferentes com cada um deles. Tive a impressão que este estava mais para dentro que o anterior, mas o que fez com que mudasse a sensação (acredito eu) foram as ordens que ele me deu, de chupa-lo desse jeito, com o plug ali dentro de mim. Isso fazia com que eu acabasse mexendo minha bunda ao mesmo tempo que eu estava ali com seu pênis dentro da minha boca. Eu gemia... sentia ondas de prazer por todo o meu corpo. Ele me puxou pela coleira pra junto do seu peito, o que por si só já me deixou ao ponto de gozar. Ele fez eu ficar olhando para ele, me mandando gozar enquanto eu estava ali olhando pra ele, me perdendo na intensidade de seu olhar de dono, de homem que reconhece sua posse e sabe muito bem o que fazer com ela. Olhava sua boca, na ansia de que ele me beijasse naquela hora e aplacasse a sede que eu tinha dele. Nem sei quantas vezes eu gozei ali com ele, desse jeito. Foi tudo muito intenso. Meu corpo vibrava de tanto prazer nessa hora e também para demonstrar para meu Senhor que eu era completamente sua, de uma maneira que eu nunca fui de ninguém na minha vida inteira. Meu corpo tem vontade própria quando está perto do meu dono. Don Enriko é o único que o desperta, que o faz ser independente da minha minha mente. O controle do meu corpo não é mais meu e sim dele. Não consigo mais gozar, até que ele me autorize a alcança-lo. Ele realmente está treinando meu corpo e minha mente, pois até bem pouco tempo atrás era impossível para mim segurar um orgasmo. Isso só reforça que eu sou sua de uma forma tão intensa e poderosa, que em pouco tempo ele já conseguiu mudar uma reação do meu corpo, uma reação que eu mesma nunca consegui controlar, mas que ele por ser meu dono, o faz com a habilidade que só ele possui.
Arrumei uma coleira provisória. Eu queria ter um símbolo da minha entrega incondicional à ele. Quando ele a colocou em mim, deixou ainda mais forte o domínio que ele exerce sobre mim. Eu sou dele de corpo e de alma e nessa noite eu iria oficializar meu pedido de ser sua posse, sua propriedade. Ele já sentia isso de mim, mas eu fazia questão de que ele ouvisse sair meu pedido da minha boca.

No timecare eu acabei fazendo a massagem prometida nele. Gostei muito de fazê-la. De encontrar os pontos de nó nas suas costas e poder massageá-lo para diminuir os nós, bem como sentir o seu corpo através de meus dedos e de minhas mãos. Ele estava deitado de bruços e eu fiquei em cima de seu corpo nu. Aproveitei para deixar nossas peles se tocarem, se conversarem e aprofundassem ainda mais a ligação entre nossos corpos, mas principalmente nossas mentes. Eu aproveitava cada momento, cada toque, cada deslizar de meus dedos pelas suas costas. Percebi que ele estava com muita tensão no pescoço e pedi que ele ficasse sentado na cama, para que eu pudesse estimular sua nuca com o pescoço na posição certa. Desse jeito em conseguia chegar ainda mais perto do seu corpo e sentir o seu calor, o que fazia eu me excitar e mais uma vez me encher de vontade dele. Em um dado momento, ele soltou um gemido quando eu toquei um nó em suas costas e eu não consegui me conter. Cheguei junto ao seu ouvido e disse que ele podia usar as palavras amarelo ou vermelho se quisesse que eu parasse. Confesso que fiquei apreensiva... ele poderia não gostar desse meu comportamento, mas não foi o caso. Dai tomei a liberdade de lamber e dar leves mordidinhas em sua orelha direita e aproveitei para chama-lo de Don Enriko e dizer à ele que eu aceito ser sua, de mais ninguém, nas 24 horas do dia, nos 7 dias da semana, nos 12 meses do ano, nos 365 dias do ano... ou seja, ser sua por toda a vida. Ele disse que me dará a resposta em nosso próximo encontro.
Não vejo a hora de vê-lo novamente e ter a confirmação daquilo que meu corpo já sabe desde o primeiro instante em que nos cruzamos.
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