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quinta-feira, 24 de maio de 2018


     Como sou grata pelo Dono de mim.
     Recebi vários presentes Dele e de uma forma surpreendente. Não imaginava que eu pudesse vê-lo naquele dia... eu estava morrendo de saudades Dele... Ele sabia desse meu sentimento... Ele me conhece bem... mas eu também o conheço bem e sabia que nosso encontro não foi possível por causas alheias às nossas vontades.
     Quando meu telefone tocou, pensei que fosse mais um serviço de telemarketing, que a todo instante liga. Foi uma agradável surpresa ver Ele me chamando... eu estava deitada e dei um pulo quando percebi que era Ele... meu Dono... meu Senhor... meu coração disparou e eu fiquei toda arrepiada ao ouvir a sua voz. A voz do Dele não fala só com meus ouvidos... fala com todo o meu corpo, que fica em prontidão para ouvir o que Ele tem a me dizer... para ouvir suas ordens... para ficar feliz de ouvir essa voz que tanto mexe comigo. Só a voz de Dom Enriko me desperta desse jeito.
     E como se não bastasse o presente de ouvir sua voz, Ele me diz que estava vindo me ver. Nossa... entrei em estado de euforia e ansiedade. O canil não estava arrumadinho para recebe-lo. Tinham algumas coisas espelhadas e eu comecei a arrumar (realmente eu tenho que me policiar mais quanto a isso “se retirar algo do lugar, guardar logo após usar”).
     Pouco tempo depois Ele me liga e diz que já está chegando. Ai meu Deus... Nem banho tinha tomado... me vesti, calcei meus sapatos e dei uma arrumada no cabelo (porque estavam enormes... esses meus cabelos cacheados que só baixam com água e creminhos).
     Desci... e como chovia... Entrei correndo no seu carro, mas não só para fugir da chuva... mas para ficar perto daquele à quem pertenço. Ficar ao lado do Dono é recompensador para mim. A minha vontade era de pular em cima Dele... eu tenho esses pensamentos de brat, mas chega na hora a sub fala mais alto e eu fico ali... quietinha... só querendo obedecer ao Dono.
     Fomos no supermercado fazer compras porque o Dono iria fazer o jantar para nós... eu me sentia como uma criança que sabia que iria ganhar um presente. Eu vibrava por dentro com essa expectativa. Nem acreditava que aquilo estava mesmo acontecendo.
     Já de volta ao canil do Dono, iniciou-se os preparativos do meu presente. Nunca antes, alguém havia cozinhado para mim... nunca ninguém antes havia usado a cozinha daquele apartamento, a não ser eu mesma.
     O Dono me deu algumas tarefas para ajuda-lo e num determinado momento eu cortei meu dedo... não... não foi cortando nem tomate e nem cebola... foi ao abrir um potinho de tempero... me cortei com a tampa... claro que não podia ser um “corte normal” de qualquer cozinha... tenho que ser sempre diferente...
     O Dono me mandou sentar... e eu ali querendo ver Ele, mas toda vez que a TV ficava com alguma área escura, eu podia ver o seu reflexo nela. Ele veio me dar uma provinha pra ver o que eu achava do sal e já me avisou “cuidado, está quente”... eu mereço... o que esperar de alguém que se corta ao abrir um potinho? Sei que Ele foi cuidadoso comigo. Ele colocou a colher na minha boca e o gosto estava muito bom... os sabores combinados... Eu considero cozinhar uma alquimia. Gosto de testar sabores novos e pelo que pude perceber, o Dono também gosta.
     Ele retira seu casaco dizendo que está quente... dali a pouco aparece o seu jeans no sofá... ai não tem jeito... começo a olhar para Ele na cozinha... não consegui resistir e já comecei a me morder olhando para o Dono, ali, preparando o nosso jantar, o meu presente (eu sei que Ele estava muito cansado... o que valoriza ainda mais este ato Dele comigo).
     Eu não contei para Ele... mas fiquei molhada só de vê-lo ali... Nossa... Ele estava tão sexy... eu observava a dobrinha da sua bunda mexer... arranjava pretextos para ajudar, só pra roçar no corpo Dele.
     Quando Ele me colocou para cuidar da panela... eu ficava com um olho no peixe e o outro no gato (no caso aqui, o peixe era o carreteiro e o gato era gato mesmo). Ele me deixou ali um tempinho... o canil estava tomado daquele aroma e que logo se transformaria em sabor... as janelas da cozinha embaçadas com o calor da comida e das nossas vontades. Ele levanta e se coloca atrás de mim... sinto o seu corpo... a sua respiração... fico entregue para fazer tudo o que Ele desejar... Eu sou Dele... sinto um enorme prazer em ser Dele.
     Ele vai para o sofá e me manda sentar no chão. Sento, como sua cadelinha que sou... feliz de estar aos pés do Dono e começa a me tocar e eu a me esfregar Nele... Nessa provocação mútua... fico excitada e Ele percebe isso... Ele sempre percebe.
     Me manda mais uma vez ir cuidar da panela e Ele fica sentado no sofá. Percebo meu osso ali dentro da sua cueca branca... duro... e eu ali sedenta de vontade Dele... é como se fossemos interligados...  Dono me chama e me deixa brincar com o osso... e como eu gosto disso... de sentir ele dentro de mim... de brincar... numa mistura de brincadeira, excitação e prazer... até que o Dono decide que é hora de saciar a sede de sua cadelinha e me deixa cheia de seu cheiro e de seu gosto.
     Também houve um momento em que o Dono me colocou sobre o braço do sofá, me deixando sentir o seu cheiro... o cheiro do Dono de mim... cheiro que me leva à loucura e me deixa transbordando de desejo por ficar marcada Dele. Dono começou a deixar também o peso da sua mão sobre a minha pele, numa alternância de provocações e pequenas pausas para cuidar do nosso jantar. Nesse momentos de pausa, eu sentia a vontade incontrolável dentro de mim, que crescia ainda mais... e o que dizer de suas provocações comigo, com movimentos sugestivos que faziam a minha cabeça voar, que fazem eu me entregar por inteira para o Senhor de mim... Absolutamente não sou mais dona de minhas vontades. Me sinto plena servindo ao Senhor... me sinto livre estando presa à Ele.
     Obrigada Dom Enriko... do fundo do meu coração.

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