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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Irmã de coleira

     Hoje resolvi escrever sobre os sentimentos que minha possível primeira irmã de coleira me despertou.
     Inicialmente senti um ciúmes tremendo e que quase incinerou minha alma. Eu não sabia absolutamente nada sobre ela. O Dom até sugeriu que eu falasse com ela, que eu ia me sentir melhor. Só que eu estava me consumindo por dentro somente pelo fato de ficar sabendo que o meu Dono estava falando com outra... que haveria uma nova sub em sua história.
     Naquela mesma noite eu consegui aquietar meu coração (Dom Enriko permaneceu junto comigo o tempo todo) e procurei ver os fatos com a maior objetividade possível. Tentei usar a razão. Não é tarefa fácil, mas foi necessário para o meu crescimento e aprendizado.
     Alguns dias após, Dom Enriko voltou a falar desta mulher e que provavelmente iríamos nos conhecer. Me perguntou como eu me sentia a respeito. Naquele exato momento, os sentimentos de ciúmes estavam apaziguados em mim, mas eu tinha medo de que voltassem a declarar guerra novamente dentro de mim. Eu realmente acreditava que numa próxima vez seria de uma forma mais branda (até porque pior do que aquele dia... eu não iria suportar e acredito que o Dom também não, além de ficar decepcionado com sua serva, de eu não ter evoluído nada).
     Era cedo da manhã quando o Senhor entrou em contato. Eu estava pós plantão noturno e estava numa ferragem naquele momento.  Ele conversou gentilmente comigo e num determinado momento falou que iria fazer um grupo de bate papo de nós três. Senti uma pontinha de nervoso na hora, mas confiei no Dom e em mim mesma (afinal de contas eu não estaria ali sozinha, Dom Enriko estaria junto).
     Ele pediu para nos apresentarmos e falarmos sobre a submissão em nós. Eu comecei (claro, após pagar as coisas no caixa e sentar em um café, ali dentro da loja mesmo). Era um grupo de bate papo, onde eu tinha que escrever... e aconteceu o que sempre acontece quando eu escrevo: eu me liberto e vejo as coisas com mais clareza. Ali não foi diferente. Conheci uma mulher com uma história de vida interessante e não precisou muito pra eu sentir empatia por ela. Mesmo de forma virtual. Mesmo a distância. Encontrei algumas singularidades e até algumas semelhanças com ela (como o Dono havia dito).
     Ele marcou nosso encontro.  Naquela altura da conversa eu já estava animada com a idéia de conhecê-la.
     A única coisa que ela disse, que me deixou preocupada, foi que ela queria mais atenção por ser sua primeira vez com o Dom. Ele sabe tudo de mim. Ele também sabia que eu já tinha uma experiência com outra mulher junto, em um trio. Ele conhecia o fato de que eu praticamente acabei ficando de fora da brincadeira naquela oportunidade. Lógico que eu fiquei com receio disso se repetir novamente. Falei com o Dom, que acalmou meu espírito nessa hora e me fez aumentar ainda mais a confiança nele.
     Acabou que nosso encontro à três não aconteceu naquele momento. Eu desconfiei que ela estivesse pouco a vontade com o fato de nos encontrarmos a três. Pedi para Dom Enriko para falar no privado com ela.
     Ali eu a conheci de uma maneira mais profunda ainda e senti uma enorme vontade de conhecê-la pessoalmente. Tanto que não me importaria se o Dom fosse sozinho ao seu encontro, numa primeira oportunidade.
     Aqui eu paro pra pensar no caminho que eu percorri. Do quanto eu melhorei nessa travessia. Não foi fácil. Admito isso. Teve momentos em que a água chegava quase no meu nariz e outros em que o mar se agitou, mas depois de um tempo estas águas foram ficando mais calmas. Eu percebi que quem as agitava era apenas eu... e mais ninguém. E quando as águas ficam calmas da pra ver os peixes nadando e ouvir os pássaros que sobrevoam por ali. Isso sem falar no vento... ahh o vento... ele que vem carregado de tantas sensações do Senhor.
     Não é fácil lidar com estes sentimentos. Não é fácil imaginar uma irmã de coleira. Mas hoje eu sou simpática à ideia e já imagino como uma relação assim pode ser (tanto que eu tive um imprevisto com a minha geladeira - a sua porta não era reversível e onde eu a planejei seria impossível sua utilização ali, tendo que desloca-la para a sala, o que me frustrou pois esta solução estava atrapalhando a idéia criada na minha mente de como poderíamos interagir na masmorra).
     Na verdade eu descobri que não estava perdendo Dom Enriko, mas que outra também o estava ganhando, além de mim.  Acho que percebi que isso pode ser uma nova amizade a florescer. Nem sempre vai dar certo porque é buscar afinidade com mais pessoas ao mesmo tempo. Mas o Dom tem essa vontade e eu estou disposta a viver isso com Ele, de forma plena.
     Quem sabe eu não descubra que não somos feitos de metades, mas sim de terços ou até de quartos... Não importa a fração. O que importa é o sentimento de se completar.

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