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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Presente para o Dono

     Meu Dono não havia me pedido esse presente em especial, mas me falou da vontade de trocar o celular, pois já estava dando alguns problemas e isso acabava por dificultar a nossa comunicação em alguns momentos. O momento financeiro não está fácil pra ninguém, mas está mais difícil para o meu Senhor do que para mim. Ele até brincou comigo uma vez e disse que achava que eu iria da-lo de natal. Na verdade, eu já tinha vontade de presenteá-lo sim, mas resolvi esperar para saber se ele iria me pedir mesmo, já que Ele não tinha ideia se eu teria condição de comprar isto pra ele, já que é algo mais caro.
     Peguei um caderno e um lápis e fui fazer minhas contas. Minhas projeções de gastos futuros e ver se me sobrava esse valor para conseguir agradar meu Dono. Vi que sim, além do fato de normalmente eu estar trocando o meu celular por esta época. Decidi que eu ficaria mais um tempo com o meu celular (afinal ele não era tão velho assim, só não gostei da mudança de marca mesmo, mas nada que não se ajuste e se adapte ou que inviabilize a nossa comunicação).
     Contei pra Ele, que apertando o orçamento daria pra comprar, que era só não ter gastos não programados. Aqui tivemos um problema de comunicação e meu Senhor entendeu que eu estava dizendo para Ele apertar os seus gastos. Imagina! Eu teria que ser punida (e muito) se tivesse tido esta intenção com Ele. Mas esclarecemos este erro na nossa comunicação e fomos as compras.
     Eu iria passear com o Dono em um shopping da cidade. Eu estava muito feliz. Eu pensava na roupa que iria vestir e acabei colocando um vestido, mas não coloquei a minha calcinha. Eu queria fazer uma surpresa para meu Dom.
     Ele me passou o horário em que eu deveria estar pronta, mas meu telefone tocou uns minutos antes desse horário. Peguei minha bolsa e desci correndo, pois pensava que o Dono já estava me esperando lá embaixo. Lembro de ter ficado imaginando sua cara de bravo pra mim e até conseguia visualizar o pé Dele batendo no chão, mas que na verdade se traduzia em vontade de estar batendo em mim, por não estar pronta antecipadamente e já lhe esperar como a cadelinha que sou. Mas Ele estava me avisando que já estava próximo. Nessa altura, eu já me encontrava na calçada, esperando ansiosamente por Ele.
     Eu tenho uma séria dificuldade com modelos de carros, tanto que, quando eu cheguei na rua pensei que Ele estava estacionado na quadra de cima e quase fui em direção à esse carro. Só não fui porque Ele me informou que estava no caminho.
     Eu não tenho o hábito de roer as unhas quando fico nervosa, mas sim de colocar a ponta da unha e até do dedo na boca. Mas não é aquele nervoso normal, é um nervoso bom... da expectativa... da antecipação de viver algo bom. Isso invade o meu ser e eu me sinto feliz desse jeito, me sinto ascender por dentro.
     Meu Dono passou por mim e estacionou na rua. Eu não reconheci o seu carro, porque achava que era outro modelo. Eu olhei para onde Ele estava, mas não o reconheci. Eu uso óculos e tenho dificuldade de enxergar de longe, dai junta o meu déficit de atenção para com os carros... Só tive certeza que era Ele, quando ele praticamente colocou metade do seu corpo pra fora da janela. Fui em sua direção, feliz e apavorada ao mesmo tempo, pois eu o fiz ficar esperando por mim, justamente o que eu não desejava que acontecesse de forma nenhuma. Ele perguntou o que tinha acontecido e eu respondi. Ele foi compreensivo comigo, sendo o ótimo Dono que ele é. Eu tenho tanta sorte de tê-lo como Dono. Eu agradeço por isso todos os dias.
     Ao chegar no shopping, contei para o Senhor, que eu estava sem calcinha por baixo do vestido e Ele levantou minha saia, ali dentro do caro para conferir. A saia desse vestido era bem cumprida, eu queria ter ido com uma menor, mas como estava em fase de mudança, não achei a que eu queria usar...
     Já dentro do shopping, começamos a pesquisar os preços nas lojas. Fomos em todas as que podiam vender celulares. Confesso que eu não espera por isso, mas eu gostei muito dessa atitude Dele. Demonstra que ele se preocupa comigo.
     Dessa vez eu sempre procurei ficar ao seu lado direito e um pouco atrás Dele. Só que acontecia uma coisa engraçada quando a gente ia andar em alguma escada rolante Ele fazia eu ficar na sua frente. Achei estranho aquilo, pois não era essa a orientação que Ele havia me passado da última vez, mas nem ousei questionar. Depois eu descobri que era para Ele ver se dava pra enxergar se eu estava sem calcinha... Dai eu me afastei ainda mais Dele, para ele testar isso, mas não dava por conta da minha saia ser muito comprida. Quem sabe numa próxima oportunidade!
     Aproveitei e sugeri que já saíssemos com o celular todo equipado, com película e capa, para não correr o risco de estragar nos primeiros dias de uso. Na verdade esse é o mesmo cuidado que eu tenho quando compro um celular para mim.
     Fiquei feliz e senti prazer em presentear Dom Enriko, pois sabia que isso era algo que Ele estava precisando e que também usaria todos os dias.
     Na volta, ele me deixou numa rua próxima do apartamento (o trânsito é um quebra-cabeças ali onde moro) e eu dei um leve suspiro, pois estava chegando ao fim o presente que Ele me dá: sua presença fisicamente. Acho que ele percebeu isso... mas eu tive uma surpresa Dele nessa hora. Ele pegou meu rosto e virou para junto Dele. Me deu um beijo e algumas mordidinhas. Eu tentei colocar a minha língua dentro da boca do meu Senhor e de imediato Ele a mordeu, como se estivesse me mandando a mensagem de que eu não tinha autorização para fazer aquilo. Foi muito bom aquele beijo. Ele me permitir sentir o calor dos seus lábios junto dos meus. Fiquei em êxtase. Desci  do carro e fui caminhando até o apartamento (coisa de uma quadra), com um sorriso estampado na face e grata por essa experiência.
     Meu Dono sempre me surpreendendo. Adoro isso Nele.

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