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sábado, 30 de dezembro de 2017

Meu presente de final de ano

     O ano estava acabando... e eu andava cheia de vontade de gozar (fazia bastante tempo que isso não acontecia, o que na verdade era uma novidade para mim, pois nunca tinha passado um dia sem sentir isso, fosse fazendo sexo ou me masturbando).
     Eu estava na masmorra de Dom Enriko, à sua disposição e plena por me sentir assim: sua. Experimentei esse sentimento de estar ali para meu Dono, dormindo no chão, sem ter idéia de quando ele viria e se viria ao encontro dessa sua serva. Na noite anterior, eu escutei um barulho, que parecia ser de alguém colocando a chave na minha porta e pensei que pudesse ser ele (na verdade, eu torci para que fosse Ele), mas era só a minha enorme vontade Dele, me pregando uma peça.
   Estávamos tentando realizar o encontro de minha possível irmã de coleira, mas estava difícil. Já era sábado e eu tinha que ir trabalhar naquela noite. Só podia ficar a disposição do Dono até no máximo umas 17h. Ah, Ele não interfere em minha vida em família e no meu trabalho, mas sempre quer estar informado do que acontece. Eu sinto prazer em fazer isso. Dele saber de todos os meus passos (claro que estes em especial, não necessitam de aprovação Dele).
     Eu senti que meu Senhor tentou mais uma vez, concretizar nosso encontro à três, naquela manhã. Eu senti que isso não iria acontecer (pelo menos não naquele momento). Eu já estava conformada com o fato de não gozar antes da virada do ano, porque já estava um pouco tarde para nos encontrarmos, mais tarde do que o de costume. Eu aproveitava para falar com ele virtualmente e num dado momento, perguntei: Será que irei gozar ainda neste ano? Mas não tinha esperança de que isso fosse acontecer.
     Eu estava só de blusa e calcinha, mas coloquei uma jeans calça e resolvi que iria escrever aqui no blog, sobre as sensações desse tempo que passei à disposição de meu Senhor. Em poucos minutos (pouquíssimos mesmo), escuto um barulho na fechadura. Mas não me animei muito, pois julguei ser minha mente me pregando mais uma peça e também tinha se passado muito pouco tempo desde que meu Dono parou de falar comigo.
     Foi uma enorme surpresa vê-lo de pé na minha frente. Eu estava sentada no chão e com o notebook em cima do sofá. Me enchi de felicidade naquele instante. Levantei e ele me tomou como sua fazendo meus sentimentos todos galoparem dentro de mim, parecendo um estouro de uma tropa de cavalos selvagens.
     Só o fato de vê-lo na minha frente já foi um presente para mim. Mas não seria só isso que meu Senhor iria me dar como presente de final de ano para essa sua escrava. Ele me beliscou a bunda com tanta vontade, que eu quase escalei a parede onde ele me colocou contra ela, mas eu não sentia dor nenhuma naquela hora (pelo menos o meu cérebro não entendeu os beliscões como dor). Eu queria tudo do meu Dono. Eu estava ali para ser Dele, ser usada por Ele e ser plena e feliz estando deste jeito, entregue ao meu Senhor. Mais tarde eu descobriria o efeito dos seus beliscões no meu corpo. Mas naquela hora eu estava anestesiada de tanta vontade que eu tinha Dele. Ele me perguntou se eu queria falar a palavra "vermelho". Mas nem de longe pensei nessa possibilidade. Eu tenho cada vez mais certeza que ele me conhece melhor do que eu mesma. Porque na hora eu me entrego e sinto, sem racionalizar nada dos meus sentimentos. Mas ele percebe as reações do meu corpo e da minha alma, as quais eu só irei me dar conta bem depois. Eu realmente me sinto muito segura com ele. Sinto que ele sempre foi meu Dono. Que realmente, quando eu nasci, eu já estava destinada à encontrar Ele e ser Dele, para sempre. Que eu já nasci possuindo a sua marca, de outras vidas.
     Ele se colocou atrás de mim e me ordenou que eu ficasse na ponta dos meus pés. Me sentia embriagada Dele, fazendo com que eu sentisse uma leve tontura, como se meu mundo só pudesse girar na presença de meu Senhor. Foi uma mistura de êxtase e prazer. Gozei quando ele colocou sua mão no meio das minhas coxas (se eu não estivesse de jeans, ele teria sentido eu me molhar).
     Me deu uma ordem: pegar o plug e entrega-lo pronto para meu Senhor fazer uso dele em mim. Ele o introduziu e me mandou ficar segurando com uma mão enquanto chupava e lambia seu pênis, o osso de sua cadela. E como eu estava com tanta saudade e vontade do meu osso. Gozei várias vezes enquanto estava com seu pênis na boca e o plug introduzindo em mim. Eu acredito que o plug anal me cause essa onda de prazer, porque na verdade imagino o Senhor ali, dentro de mim. É como se eu pudesse sentir Ele me penetrando e ao mesmo tempo eu estar com Ele em minha boca. Sei que pode parecer loucura ou até mesmo impossível de se sentir assim. Mas eu descobri que não existe impossível quando se trata de meu Dono, das sensações que Ele me provoca. Me senti mais sua cadelinha ainda, quando Ele me olhou e disse que me comportei, que eu merecia o prazer que Dom Enriko estava me proporcionando. Juro que se eu tivesse um rabinho no meu corpo, ele estaria abanando nessa hora. Foi assim que me senti. Feliz porque estava finalmente gozando, mas não só por isso. Eu estava contente em agradar meu Dono, tal qual uma cachorrinha, no cio por Ele.
     Teve um momento em que ele me fez ficar olhando fixamente nos seus olhos. Sinto que Ele pode me ver, nas profundezas do meu ser. Sei que Ele consegue ver coisas em mim, que eu mesma não vejo. Sinto Ele me despindo a alma, toda a vez que faz isso (confesso que teve um instante em que eu cheguei a sentir uma certa vergonha, como se Ele tivesse visto algo em mim, como quando nos despimos a primeira vez na frente de uma pessoa e temos vergonha de nossas imperfeições, acho que foi algo parecido com isso). Cada vez é de uma forma mais e mais profunda, mais e mais marcante.
     Ele me mandou ficar olhando para seu pênis, para eu o visse gozar. A sensação que eu senti nessa hora foi como se ali fosse uma fonte de prazer (minha e Dele) e que o aquele gozo era o produto de nós dois e não só Dele, assim como o meu gozo não é só meu. Meu gozo só consegue existir por causa de Dom Enriko. Ele virou algo inseparável de meu Dono, que não pode mais acontecer sem sua presença. Meu Senhor realmente domou meu corpo e minha alma e os tomou para Ele.
     Eu estava de joelhos, apoiada no meu Senhor e no sofá. Entrei em estado de tremedeira incontrolável de meu corpo, que sempre faz questão de mostrar pro Dono que é todo Dele (mesmo eu tentando controlar essa reação - o que é em vão). Fiquei deitada no tapete, tentando recobrar as forças e que aquela tremedeira passasse, pelo menos um pouco. Meu dono chega e me pede para dar-lhe uma lambida na testa e apenas uma, mas eu sentia dentro de mim uma vontade enorme de lamber-lhe o corpo todo, como sinal de agradecimento pelos momentos de prazer que Ele havia me proporcionado (acho que eu não teria forças pra isso naquele momento exato, mas lembro de ter tido essa vontade dentro de mim). Meu dono foi para o chuveiro e eu permaneci ali no tapete, deitadinha  e quietinha no chão, me sentindo mais do que completa, me sentia transbordando Dele dentro de mim. Talvez por isso eu tremesse tanto.
     Foi muito intenso. Tanto que fez minha percepção de tempo se alterar nessa hora, fazendo com que o tempo se tornasse mais elástico, parecendo ter sido maior do que realmente foi. Acho que meu Dono além de me domar, também domou o tempo...

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

O primeiro passeio

     Meu Senhor veio me visitar numa quarta-feira escaldante... veio conhecer minha nova morada e quem sabe fazer dela nossa masmorra.  O apartamento não estava mobiliado por completo. Por exemplo, ainda não tinha cama, mesa, cadeiras.... mas era um lugar que eu sempre gostei de morar, bem ajeitadinho.
     Estava quente... muito quente... e meu interfone tocou. Eu já sabia que era meu Dono. Eu já o estava esperando como sua cadelinha, que sou. Corri para atende-lo e ao descer, pensava pra mim mesma: “elevador, ande logo! Meu Senhor não pode ficar esperando”.
     Me enchi de alegria e felicidade ao ver seu rosto parado em frente ao portão do prédio. Abri as portas, como se estivesse me abrindo por inteiro para ele, literalmente. Desejando que ele invadisse não só o espaço que eu uso como moradia, mas que ele fizesse de mim e do meu apartamento a sua morada, um lugar onde pudéssemos viver toda a intensidade e plenitude do nosso sentir.
     À medida que caminhávamos juntos pelo corredor, eu me enchia do sentimento de posse Dele, me sentia entregue, em suas mãos. Ao entrar no apartamento ele se encaixou atrás de mim, falando ao meu ouvido. Sempre que ele faz isso, me marca ainda mais como Dele e somente Dele. Eu sinto me envolver por Ele e é como se a Sua alma pudesse me engolir e fazer assim, eu me tornar parte Dele.
     Ele percebeu a janela da sala aberta e não se importou nenhum pouco com a possibilidade de alguém estar nos vendo (minhas janelas, oferecem visão para alguns lugares, mesmo sendo apartamento de fundos). Ele bateu na minha bunda algumas vezes e a última deixou minha bunda dolorida mais que o habitual, como se fosse o sinal Dele no meu corpo, informando que sou sua posse e que eu nunca devo esquecer isso.
     Ele observou e analisou o apartamento eu fiquei rezando para Ele aprovar o local, para transformar em nosso. Para que ali fosse o lugar onde eu ficaria esperando pelo meu Dono, sempre a sua disposição, a qualquer hora do dia ou da noite.
     Ele me disse que gostou. Respirei aliviada nessa hora e fiquei contente em saber disso. O que me deu mais vontade de mudar o quanto antes para lá. Mas era final de ano. Época complicada de conseguir concretizar algumas coisas, pois muita gente já estava de recesso ou de férias.
     Meu Senhor olha para mim e me diz que faríamos um passeio. Isso foi uma surpresa pra mim. Realmente não esperava por isso. Na verdade, nunca pensei que isso fosse acontecer. Meu Dono é casado e o apartamento fica no centro da cidade, um lugar muito movimentado e com risco Dele encontrar algum conhecido. Fiquei bastante preocupada com isso, mas feliz ao mesmo tempo, pois ele estava se arriscando para estar junto comigo. Isso para mim demonstra o valor que tenho para meu Senhor. Ninguém se arrisca por alguém que não lhe valha nada ou pouco.
     Pra completar Ele me informou que eu teria uma tarefa: ajuda-lo a encontrar um secador de cabelos para a mãe Dele. De pronto fiquei feliz em poder auxilia-lo nessa missão, tanto em buscar um local para comprar, como em escolher um modelo que fosse bom, afinal era para a sua mãe.
     Antes de sairmos, eu entreguei uma cópia de todas as chaves do meu apartamento, que naquele momento também passou a ser Dele. Era a entrega do apartamento e de mim como sua posse. A cada dia que passa eu sou mais e mais sua.
     Fomos caminhar. Eu ficava ao seu lado e por muitas vezes, na sua frente. Realmente me bateu um pavor de alguém nos parar na rua e Ele ter que prestar satisfação. Eu não desejo de forma alguma ser ou trazer qualquer tipo de inconveniente para meu Senhor, por isso comecei a andar ligeiramente a sua frente.
     Teve uma hora em que ele chegou perto de mim e falou que pensou em colocar o plug anal em mim, para darmos aquele passeio. Senti um arrepio instantâneo e um pânico misturado com excitação. Vou explicar o porquê do pânico.
     Meu Senhor tinha me dado uma tarefa certa vez. Que assim que eu chegasse no apartamento, eu colocasse o plug, uma calcinha e andasse pelo apartamento. Uma ordem de meu Senhor sempre será cumprida. Fiz e comecei a sentir arrepios pelo meu corpo. Pensava no meu Dono o tempo todo. Eu não conseguia andar rápido, as sensações não me deixavam. Não demorou muito e quando me dei conta, eu estava caída no chão. Eu estava tremendo, me sentindo com vergonha, pois imaginava meu Dono ali comigo. Eu não consegui ser forte o suficiente. Eu tremia tanto, que quando fui retirar o plug do meu corpo, ele escorregou da minha mão e caiu no chão, fazendo perder sua pedra azul. Foi um misto de vergonha e êxtase. Claro que fiquei toda molhada com o que aconteceu. Entendem agora o meu pânico. Imagina isso acontecendo na rua, em via pública e sem a possibilidade de meu Senhor retirar o plug de mim nessa hora. Na verdade acredito que nem chegarei até a porta do prédio.
     Ajudei meu Dono na escolha do secador. Depois fomos almoçar. Sentamos junto a uma mesinha próximo de uma praça. Conversávamos e ele me falou sobre a mulher que ele estava em contato virtual (aquela que me despertou ciúmes de uma maneira voraz, que quase me consumiu por inteira). Me falou na possibilidade de nos conhecermos, os três. Me perguntou como eu me sentia. Eu fui franca com ele, como sempre sou. Aquele sentimento estava pacificado dentro de mim (pelo menos naquela hora). Eu realmente percebi que se tratava muito mais de uma insegurança minha do que algo relacionado com meu Dono ou com a mulher (mas claro que só fiquei insegura porque os meus sentimento são muito intensos com meu Senhor e eu NUNCA havia sentido isso por ninguém).
     Depois fomos em outra loja, uma loja de música. Meu Senhor toca e canta (e me encanta). Lá na loja me dei conta das coisas boas que esse ano que estava acabando, me proporcionou. A mais importante foi conhecer meu Dono e reconhece-lo como tal. Também estive frente a frente com meu ídolo da adolescência (e da vida toda), num festival de música há alguns meses atrás. Foi a realização de um sonho. Retomei minha auto-estima, que não estava muito legal por conta do meu divórcio (coisa de 2 anos atrás). Eu precisei de um tempo sozinha, pra poder me encontrar e foi somente no início desse ano que eu voltei a ter contato com homens. Então 2017 foi um ano muito bom pra mim e sei que ele será um marco na minha vida.
     Acompanhei meu Senhor até o ponto de ônibus e no fundo desejando que o trajeto fosse mais longe, para poder ficar ainda mais tempo junto dele. Eu pensava que iríamos voltar para o apartamento, mas fiquei só na vontade dessa vez. Eu compreendo que ele não pode dispor de muito tempo ao meu lado, mas isso não impede de eu deseja-lo comigo.
     Na despedida, Ele me deu um abraço forte, como se ele deixasse um pouco Dele dentro de mim. Como se nessa hora, algo de dentro de meu Dono saísse e entrasse dentro da minha alma. Não sei explicar direito, mas isso me conforta e me deixa muito feliz (claro que com uma pontinha de tristeza, por conta da saudade que eu sinto mesmo antes da sua partida). São sentimentos antagônicos – felicidade e tristeza. Será? Começo a achar que eles se completam...

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

CIÚMES

     Hoje, meu maior temor se concretizou e se manifestou dentro de mim. Aquilo que vinha me causando pânico só de pensar como sendo uma possibilidade, fazendo meu sangue ferver... Ciúmes, sim ciúmes. Experimentei esse sentimento, nenhum pouco nobre, pela primeira vez em toda a minha vida.
     Na verdade, sempre tive orgulho em dizer que nunca fui ciumenta com ninguém, que eu estava acima desse sentimento mesquinho. Eu via os casais por ai e sempre pensava "que bobagem... perdem tempo e energia com isso".
     Mas hoje eu provei o gosto amargo do ciúmes. Realmente é um bichinho verde que te morde e é como se te transformasse em outra pessoa. Fui tomada por sensações ruins. Era como se meu corpo todo estivesse coberto por agulhas, que entravam e saiam a todo instante. Meu estômago ficou embrulhado, dando voltas. Eu tentava controlar isso dentro de mim, mas era em vão. Esse sentimento tomou conta de mim e eu nem conseguia pensar direito (eu estava fazendo compras para o Natal e tive uma vontade enorme de sair correndo e ir pra casa, mas me mantive firme).
     E é claro, que isso aconteceu justamente quando eu estava falando com meu Senhor. Foi quando ele disse que estava falando com outra mulher.
     Eu fui tomada de assalto. Não conseguia reagir e fiquei com muito medo das minhas próprias reações. Naquele momento, eu mesma não me reconhecia, mas acho que é compreensível. Foi um sentimento totalmente novo para mim. E chega a ser ridículo (eu sei) eu sentir isso, desse jeito, nessa altura da vida. Mas o fato é que senti e foi forte.
     E o mais louco de tudo, é que meu dono é casado e eu sempre soube disso e isso não me incomoda nenhum pouco. Mas pensar em outra sub... me deixa louca de ciúmes.
     Mesmo eu estando no meio de uma tempestade emocional e com um furacão se aproximando, não deixei de falar com meu Senhor da maneira que sempre faço, prontamente. Eu sempre digo (e direi) a verdade para ele e tudo aquilo que me angustia, porque sei que no final ele vai me ajudar a fazer com que eu entenda pelo que estou passando.
     E é claro que ele percebeu que eu fiquei com ciúmes (mais uma prova de que ele realmente me conhece). Eu, por minha vez, senti uma necessidade enorme de falar para ele do que se passava comigo. Não demorou nada (na verdade foram 7 minutos) para eu admitir para meu Senhor que eu estava sentindo ciúmes (e não é nenhum pouco fácil admitir isso).
     A partir dai começamos a falar sobre o assunto. A tempestade ainda estava dentro de mim e aquele furacão não dava sinais que estava indo embora. É claro que eu estava morrendo de medo de ser engolida por essa tormenta de ciúmes e acabar sendo arremessada para longe (e principalmente para longe de meu dono).
     Eu realmente sofri de ciúmes. Senti dor física por causa desse sentimento medonho e totalmente novo para mim, mas ler meu dono escrever que eu podia "pedir para abrir a coleira".... Nossa, isso fez com que meu corpo gelasse e meu coração quase parasse. Era justamente o contrário. Esse ciúmes era pelo medo da possibilidade de perdê-lo. Foi ai que eu disse para ele que eu precisava de um tempo e que eu iria escrever (inicialmente só para mim). Escrever sempre me ajudou a organizar os pensamentos e sentimentos. É como se eu pudesse olhar a situação como quem "vê de fora" e dai conseguir avaliar as coisas com mais clareza.
     Fiz isso e aqui está o texto (que nessa altura eu já tinha decidido em publicá-lo) até porque imagino que outras subs também devem passar por isso (principalmente se tiverem a profundidade de sentimentos pelo seu dono, assim como eu tenho).
     Escrever me deu tempo para refletir e me obrigou a enxergar as coisas como elas realmente são. Agora o furacão foi embora e a tempestade se dissipou, virando uma leve chuva, bem fininha, daquelas que suavizam o calor intenso de um dia quente de verão.
     Vi que realmente, ciúmes continua sendo uma bobagem, uma perda de tempo e de energia, por quem quer que passe por isso, mas que esse sentimento é capaz de gerar grandes estragos em qualquer relacionamento, seja baunilha ou BDSM.
     O fato é que o ciúmes se aproveita daquela pequena incerteza que a gente tem e coloca em risco todas as grandes certezas. E quando você coloca na balança, tem que cuidar para que essa incerteza não pareça mais pesada do que ela realmente é. Foi o que eu fiz. Olhei friamente para todos os sentimentos e percebi que senti ciúmes pelo meu dono, porque ele é muito importante para mim (na verdade ele é O homem mais importante que já passou pela minha vida). Por isso as minhas reações foram tão exageradas e vieram de forma descontrolada. Me apavora a remota ideia de não tê-lo mais junto comigo. Não poderia ser diferente. Sinto uma ligação muito forte com ele, que transcende essa vida e que sei que continuará também após esta.
     Por isso é bobagem sofrer por ciúmes. Eu estava sofrendo por algo que nem aconteceu. Não viveria a plenitude e a intensidade que é quando estou com meu Senhor (até mesmo quando não estamos juntos fisicamente). Que na verdade, o ciúmes é que acaba por terminar os relacionamentos das pessoas, independente se é baunilha ou BDSM.
     O que resta é aproveitar esse presente que a vida me deu - meu dono e Senhor. Sou feliz, como nunca fui antes. Essa é a realidade e verdade dos fatos.
     Eu renasci no momento em que conheci Dom Enriko.
     Eu escolho que nenhum sentimento mesquinho de dúvida ou ciúmes, irá se colocar entre nós. Todos os meu outros sentimentos por ele se agigantaram e tudo aquilo que é mesquinho e pequeno, DESAPARECEU.

domingo, 17 de dezembro de 2017

Alguns sentimentos

     Hoje resolvi escrever sobre os sentimentos que Dom Enriko desperta em mim. Tenho a impressão (na verdade é quase uma certeza) de que nos reencontramos nessa vida. Que nossos destinos estão ligados desde outras eras, outras vidas antes desta. Só assim para tentar explicar o que é essa intensidade que sinto, em tão pouco tempo. É como se eu já tivesse o conhecimento acumulado de outras vezes que meu Senhor me adestrou, como sua submissa.
     Eu realmente não reluto em ser dele, de corpo, alma e coração. Ele sabe disso. Não preciso usar nenhum tipo de máscara com ele (e isso é um alívio para mim, isso me liberta). Ele me percebe em absolutamente tudo. Não consigo esconder nada dele (e nem quero).
     Eu estou entregue, literalmente em suas mãos, nua de corpo e de mente. Muito provavelmente seja por isso que eu também o perceba, mesmo sem ele estar perto de mim, fisicamente.
     Não temos contatos tão frequentes quanto eu gostaria, mas sempre é uma intensidade fora do normal, algo raro de se sentir. Isso faz com que meu corpo e espírito tolerem a espera de um novo encontro com meu Dono e Senhor, aquele que faz meu coração bater e que se tornou o combustível da minha vida.
     Quando nos vemos, ele me imunda dele. Deixa claro o seu poder sobre mim. Marca em mim, sua posse, sua propriedade, de uma maneira quase inexplicável, muito mais profunda que qualquer marca na pele. Tenho marcas na minha alma. Acho que eu já as tinha e que bastou nos encontrarmos para que elas fossem acessas dentro de mim.
     Não deixo de pensar nele um momento sequer. E toda vez que penso nele, revivo as sensações que ele me desperta. Sempre que me lembro dele, sinto sua presença fisicamente e fortemente junto à mim, com as mais variadas sensações. Sinto arrepios de um jeito que nunca senti antes em minha vida. Sinto ondas de arrepios invadirem meu corpo, num ritmo frenético, fazendo arrepiar os pelinhos mais delicados e inclusive de lugares sem pelos. Sua presença também se mostra todas as vezes que eu sinto o vento tocar meu corpo, como se fosse sua mão de forma forte e insistente até a brisa que passa em meus cabelos e paira em meus ouvidos e nuca como a sua voz, dizendo que sou sua. Sinto o calor do seu corpo junto ao meu. Da sua mão a me bater, deixando minha pele quente e em seguida o teu toque suave amenizando a sensação da dor, mas aumentando o sentido do prazer. Minhas mãos suam e meu corpo treme só de lembrar os momentos junto ao meu Senhor. Fico ofegante, com a respiração pesada e junto vem as palpitações trazidas pela taquicardia que carrego em meu peito nos momentos em que me lembro dele. Sinto muita saudades dele e fico desejando ele cada vez mais e mais. Na verdade, sinto essa saudade antes mesmo de nos despedirmos. Eu nunca me sacio completamente dele. Sempre fico com um gosto de quero mais (e como eu quero). Isso tudo acaba se transformando numa deliciosa ansiedade por vê-lo novamente e faz com que eu transborde todos estes sentimentos dentro de mim.
     Sinto ele exercer seu domínio sobre sua serva, mesmo a distância. E sei que pode parecer louco ou um absurdo. Realmente tudo isso é insano, mas muito real. É de um jeito que eu nunca havia experimentado antes e eu também não acreditaria se alguém me contasse. É puro e verdadeiro. Tenho a impressão de que ele sempre soube que eu era dele, que pertencia a ele e que eu não seria de mais ninguém depois dele.
     Não sou uma pessoa ciumenta. Nunca fui (isso inclusive já me trouxe problemas em relacionamentos passados). Mas como com ele tudo é diferente. Sinto um pavor que toma conta do meu ser. Tenho medo de sentir ciúmes dele. Sei que se isso acontecer, terei que trabalhar esse sentimento internamente. Já confessei isso ao meu Senhor. Divido todas as minhas angústias com ele e isso abranda meu coração. Gosto da cumplicidade que temos entre nós. Eu me preocupo com ele e ele se preocupa comigo. Eu o admiro por ser exatamente do jeito que ele é.
     Eu já me peguei deitada em minha cama, com os punhos e tornozelos cruzados, como se estivessem contidos. Permaneci assim durante toda a noite, imóvel, mas com a cabeça à mil por hora sempre desejando esse homem, sentindo ele das mais variadas formas. Sei que já não possuo o controle do meu corpo e da minha mente (eu entregue-os à ele). Ele está dentro de mim, como se eu fosse uma extensão de meu Senhor.
     Eu sinto que viveremos uma história intensa e única em nossas vidas e que ficaremos marcados um no outro, para além dessa vida.

sábado, 9 de dezembro de 2017

Cada vez mais intenso

     Hoje fui ao encontro do meu Senhor. Eu estava com muitas saudades dele. Faziam quase 2 semanas que não nos víamos, apesar de nos falarmos todos os dias (mas isso não diminui a vontade que eu sinto dele, bem pelo contrário, só faz aumentar essa vontade louca e insana que eu tenho de absolutamente tudo o que está relacionado à ele). Esse tempo em que ficamos separados fisicamente não significou que meu dono e Senhor não tenha me proporcionado momentos de prazer. Eu consigo senti-lo tão forte e tão intenso, como se ele estivesse ao meu lado, o tempo todo. Sinto sua mão me conduzir e sua voz me orientar por este caminho, o qual eu estava destinada a trilhar.
     Minha expectativa e ansiedade por encontra-lo estavam nas alturas. Era como se elas não coubessem dentro de mim, devido ao tamanho e proporção que esses sentimentos tomaram nesses últimos dias. Eu queria lhe dar o meu melhor, lhe oferecer absolutamente tudo de mim. Não tenho nada a esconder dele e ele sabe disso, percebe isso em mim. Fico muito a vontade com ele. Não uso máscaras ou qualquer tipo de filtro para falar com ele (na verdade sempre me senti desconfortável com as regrinhas de conquista, que te falam para esconder os reais sentimentos e mostrar uma pessoa que na realidade não existe).
     Eu sabia que ele andava estressado com a sobrecarga de trabalho e a correria do dia-a-dia. Isto me causava um forte desejo de conforta-lo e aliviar todas as tensões que o estavam incomodando, o que acabava por intensificar ainda mais o meu sentimento de servi-lo da forma mais completa que fosse possível para alguém imaginar.
     Pouco antes dele chegar no nosso ponto de encontro, eu me peguei pensando que hoje eu iria cuidar bem do meu dono, que eu o faria se desligar do mundo lá fora (pelo menos no tempo que estivéssemos juntos). Eu havia proposto para ele de fazer-lhe uma massagem relaxante, para renovar suas energias. Levei um óleo bem perfumado, para que além do meu toque ele também sentisse o aroma liberado na hora (eu gosto muito de sentir e produzir memórias olfativas).
     Eu pensava que naquele momento, eu realmente tinha que servi-lo, que ele estava precisando de mim (e esse pensamento meu fez eu sentir ainda mais a profundidade e intensidade da minha servidão por ele). Sinto prazer em ajudar os outros (até fiz disso minha profissão) e não iria ser diferente com o meu Senhor, ele que me causa arrepios e palpitações das mais variadas formas.
     Ele me fez esperar um pouco por ele. Nesse momento eu lembrava de suas palavras, que eu sentia o vento soprar pelo meu corpo... pelo meu rosto... balançando meu vestido. Era como se aquele vento estivesse anunciando sua chegada. Era como se aquele vento fosse ele. Também fiquei torcendo para ele não demorar a chegar, pois eu queria cada segundo que eu pudesse ter ao seu lado. Eu estava faminta dele. Tinha sede de estar ao seu lado. Quando o avistei ao longe, já me enchi de alegria e o desejo por ele tomou conta de mim mais uma vez.
     Entrei no seu carro e no caminho ele me mostrou uma música, porém também me deu uma tarefa para realizar durante o percurso.  Confesso que fiquei focada na tarefa e acabei deixando a música para um segundo plano. Foi ai que ele me disse que era ele cantando naquela música. Ele havia composto ela. Iniciou novamente a música e cantou junto, ali no carro, ao meu lado. Na hora em que ele cantou, senti algo muito forte, como se me colocasse em estado de alerta. Até minha postura mudou nessa hora e fez com que eu respirasse mais profundamente. A voz dele realmente me causa sensações, que ainda não encontrei a palavra exata para descreve-la (acho que nem existe uma palavra, na nossa língua, para o que senti nessa hora). Sinto que a voz dele é o elo de ligação mais forte comigo. Foi ela quem me despertou e é ela quem me mantem fortemente ligada à ele.
     Chegamos no nosso destino e ele mandou-me abrir sua porta. Da última vez que fiz isso fiquei muito incomodada, mas hoje seria diferente. Voltei ao carro, pela porta do caroneiro e fui engatinhando sobre o banco, colocando uma de minhas mãos no espaço entre as pernas dele e com a outra abri sua porta pelo lado de dentro. Nessa hora senti sua mão beliscar um dos meus seios. Entretanto, eu estava com minha ansiedade por ele muito intensa nessa hora e acabei realizando essa minha ideia, de uma forma muito rápida. Acabei precipitando o final desta situação, que era potencialmente prazerosa, mas de qualquer forma adorei abrir sua porta desse jeito. Isso me provou duas coisas: que eu tenho que procurar diminuir meu nível de ansiedade para conseguir explorar as sensações que se apresentam; e que eu tenho que confiar sempre no meu Senhor, pois ele realmente sabe o que faz já que desperta o meu olhar fora da caixa, fora do padrão. Que sempre é possível alcançar o prazer, basta estarmos dispostos a enxerga-lo na nossa frente.
     No quarto. Ele se colocou atras de mim e começou a falar no meu ouvido e a morder o lóbulo da minha orelha. Dai vem aquela onda de sensações (excitação, taquicardia, arrepios...), deixando minhas pernas tremendo e minha respiração com uma profundidade tão intensa, quanto são esses sentimentos que tenho quando estou com ele e que culminam num desejo incontrolável de ser dele, do meu Senhor. Realmente estou ali para satisfaze-lo da forma como ele achar melhor. Confesso que tenho meus desejos (e não são poucos), mas os desejos dele são prioridade para mim. Estão acima dos meus.
     Hoje foi a noite de eu conhecer um pouco dos acessórios do kit de adestramento (sim, um pouco, porque meu dono não dispunha de tanto tempo quanto nós dois gostaríamos, mas apesar do pouco tempo, sempre é intenso e único quando nos encontramos).
     Meu Senhor fez eu entregá-los um à um, os quais foram dispostos em cima da cama para que posteriormente meu dono escolhesse a hora de usar cada um deles.
     Confesso que teve alguns dos itens que me geraram certo medo, como a chibata de madeira e o prendedor de mamilos.
     A chibata de madeira se mostrou um medo tolo de minha parte, uma vez que causou uma dor bem leve (ou meu Senhor decidiu não me mostrar todo o potencial deste item, ainda).
     O medo quando ao prendedor de mamilos... esse não era tolo não... principalmente meu mamilo direito...ficou bastante dolorido... mas é uma dor crescente, que vai aumentando com o tempo de permanência do prendedor ali (isso que ele não decidiu mudar a pressão durante o tempo em que estavam ali). Ele mordeu os bicos dos meus seios enquanto os prendedores ainda estavam ali, na mistura perfeita de dor e excitação. Deixou eles por um tempo ali. Meus mamilos são muito sensíveis e meu dono os retirou no exato momento em que eu estava chegando ao ponto de usar a palavra amarelo pela primeira vez. Ele sempre me sente, me percebe, entende os meus limites. Temos essa conexão e eu acho que isso fará eu não precisar usar as safewords, mas elas estão ali para o caso de um dia a nossa conexão falhar (o que eu acho bem difícil de acontecer).
     Ele usou a gag em mim. Eu já havia testado-a antes e sabia do seu efeito potencial, contudo ela machucava minha boca, nas laterais. Dai troquei o material que passa por ela, por uma coisa mais delicada. Funcionou. Mas acontece algo muito louco quando estou junto do meu dono... fico com a boca muito seca... e nem a gag foi capaz de fazer passar (eu acho que essa secura que eu sinto é a falta que o beijo dele faz na minha boca).
     O chicote com pontas de couro... esse ele usou bastante. Sempre de maneira gradual. Sentia meu corpo pular conforme ele ia aumentando a intensidade. Na última vez que o chicote bateu em minha bunda, comigo ajoelhada no chão... senti encostar no amarelo.
     Eu tenho a impressão de que sempre que ele me bate, transfere a sensação de dor para o meu corpo, mas ao mesmo tempo recebe de volta a informação dos meu limite naquele exato momento.    Eu inclusive arrisco dizer que ele os percebe antes mesmo de eu mesma sentir que estou chegando perto de meu limite.
     Ele usou os plugs em mim. Primeiro o com cauda. Senti o toque frio do metal em meu corpo quente fazendo com que algumas partes do meu corpo se contraíssem. Ele precisou colocar um pouco de lubrificante para conseguir colocar o plug em mim. Eu estava imóvel, de quatro, na cama. Não sabia o que esperar. Ele se aproximou de mim e eu comecei a sentir um enorme prazer nessa hora. Ele ficava me observando, atento às minhas reações. Eu havia levado minha câmera fotográfica para ele, se quisesse utilizar. Ele também gosta de fotografia, assim como eu (uma das muitas coisas que temos em comum). Senti quando ele a pegou, pois a alça dela bateu no meu corpo. Olhei as fotos quando cheguei em casa e gostei bastante de como ficou. Ele decidiu retirar o plug bem rápido de dentro de mim, me causando surpresa nessa hora, bem como uma inspiração profunda e rápida, com um ensaio de gemido.
     Depois foi a vez do plug com uma pedra azul na ponta. Eles eram ambos do mesmo tamanho, mas as sensações foram bem diferentes com cada um deles. Tive a impressão que este estava mais para dentro que o anterior, mas o que fez com que mudasse a sensação (acredito eu) foram as ordens que ele me deu, de chupa-lo desse jeito, com o plug ali dentro de mim. Isso fazia com que eu acabasse mexendo minha bunda ao mesmo tempo que eu estava ali com seu pênis dentro da minha boca. Eu gemia... sentia ondas de prazer por todo o meu corpo. Ele me puxou pela coleira pra junto do seu peito, o que por si só já me deixou ao ponto de gozar. Ele fez eu ficar olhando para ele, me mandando gozar enquanto eu estava ali olhando pra ele, me perdendo na intensidade de seu olhar de dono, de homem que reconhece sua posse e sabe muito bem o que fazer com ela. Olhava sua boca, na ansia de que ele me beijasse naquela hora e aplacasse a sede que eu tinha dele. Nem sei quantas vezes eu gozei ali com ele, desse jeito. Foi tudo muito intenso. Meu corpo vibrava de tanto prazer nessa hora e também para demonstrar para meu Senhor que eu era completamente sua, de uma maneira que eu nunca fui de ninguém na minha vida inteira. Meu corpo tem vontade própria quando está perto do meu dono. Don Enriko é o único que o desperta, que o faz ser independente da minha minha mente. O controle do meu corpo não é mais meu e sim dele. Não consigo mais gozar, até que ele me autorize a alcança-lo. Ele realmente está treinando meu corpo e minha mente, pois até bem pouco tempo atrás era impossível para mim segurar um orgasmo. Isso só reforça que eu sou sua de uma forma tão intensa e poderosa, que em pouco tempo ele já conseguiu mudar uma reação do meu corpo, uma reação que eu mesma nunca consegui controlar, mas que ele por ser meu dono, o faz com a habilidade que só ele possui.
Arrumei uma coleira provisória. Eu queria ter um símbolo da minha entrega incondicional à ele. Quando ele a colocou em mim, deixou ainda mais forte o domínio que ele exerce sobre mim. Eu sou dele de corpo e de alma e nessa noite eu iria oficializar meu pedido de ser sua posse, sua propriedade. Ele já sentia isso de mim, mas eu fazia questão de que ele ouvisse sair meu pedido da minha boca.

     No timecare eu acabei fazendo a massagem prometida nele. Gostei muito de fazê-la. De encontrar os pontos de nó nas suas costas e poder massageá-lo para diminuir os nós, bem como sentir o seu corpo através de meus dedos e de minhas mãos. Ele estava deitado de bruços e eu fiquei em cima de seu corpo nu. Aproveitei para deixar nossas peles se tocarem, se conversarem e aprofundassem ainda mais a ligação entre nossos corpos, mas principalmente nossas mentes. Eu aproveitava cada momento, cada toque, cada deslizar de meus dedos pelas suas costas. Percebi que ele estava com muita tensão no pescoço e pedi que ele ficasse sentado na cama, para que eu pudesse estimular sua nuca com o pescoço na posição certa. Desse jeito em conseguia chegar ainda mais perto do seu corpo e sentir o seu calor, o que fazia eu me excitar e mais uma vez me encher de vontade dele. Em um dado momento, ele soltou um gemido quando eu toquei um nó em suas costas e eu não consegui me conter. Cheguei junto ao seu ouvido e disse que ele podia usar as palavras amarelo ou vermelho se quisesse que eu parasse. Confesso que fiquei apreensiva... ele poderia não gostar desse meu comportamento, mas não foi o caso. Dai tomei a liberdade de lamber e dar leves mordidinhas em sua orelha direita e aproveitei para chama-lo de Don Enriko e dizer à ele que eu aceito ser sua, de mais ninguém, nas 24 horas do dia, nos 7 dias da semana, nos 12 meses do ano, nos 365 dias do ano... ou seja, ser sua por toda a vida. Ele disse que me dará a resposta em nosso próximo encontro.
     Não vejo a hora de vê-lo novamente e ter a confirmação daquilo que meu corpo já sabe desde o primeiro instante em que nos cruzamos.

sábado, 2 de dezembro de 2017

O Despertar

Conhecer ele foi algo surpreendente e avassalador na minha vida. Não tinha a mínima ideia de que algo dessa natureza, intensidade e magnitude, pudesse acontecer. Avassalador porque mudou meu mundo. Virou de ponta cabeça, fazendo com que a minha vida até ali vivida, parecesse ter sido de outra pessoa e que só mesmo agora comecei a viver a minha verdadeira história. Aquela que a vida tinha reservado pra mim.
Mas antes tenho que falar de como as nossas vidas se cruzaram. Eu estava em busca de uma aventura, algo apenas de uma noite. Algo até certo ponto, vazio de sentimentos. Ele cruzou o meu caminho, primeiro no mundo virtual, sendo o primeiro a me perceber ali. Era o destino nos unindo, nos colocando no caminho um do outro, mas ainda deixando que nós tomássemos nossas escolhas, nossas decisões.
Foi em 24 de outubro que minha vida iria começar a mudar. Conversamos, sem sequer termos vistos o rosto um do outro. Fomos conhecendo primeiro nossas mentes (acho que talvez por isso, seja tão profundo esses sentimentos que eu carrego comigo). Também tenho que confessar, que se naquele exato momento, eu não quisesse apenas a realização de uma fantasia, de uma vontade, eu não teria me interessado por ele. Eu sempre me mantive afastada de pessoas com a condição como a dele. Nunca busquei alguém que já estivesse em um relacionamento. Nunca quis atrapalhar duas pessoas que estavam juntas. Mas naquela oportunidade, eu também tinha uma outra pessoa na minha vida. Por isso não liguei para o fato dele ser comprometido.
Eu já tinha conversado com outras pessoas antes, mas com ele foi diferente. Desde o primeiro instante senti algo mas ainda não sabia ao certo o que era...
Na ocasião, eu imaginava ser excitação por conta da real possibilidade de realização de uma fantasia minha – sexo com dois homens.
Nos cruzamos numa terça-feira a noite e já tínhamos combinado, entre eu e ele, de nos encontrar na quinta-feira seguinte. Eu tinha reais intenções de concretizar nosso encontro. Sei que ele também.
Ele é um dominador e eu tive a impressão de que ele me sentiu como fêmea dele, por isso nós dois fomos, de forma tão contundente e intensa, primeiramente simpatizar um com o outro, bem como sentir uma forte atração.
Eu sempre tive curiosidade de conhecer o mundo dele, de me submeter à vontade de um homem decidido daquilo que deseja e que não pede para ninguém, vai lá e pega o que é dele, sem pedir licença pra ninguém.
Somente no outro dia, recebi uma foto dele e ele a minha. Lembro que meus olhos gostaram muito de vê-lo. Me peguei olhando fixamente para seus olhos, sua boca, imaginando sua barba roçando em meu corpo. Sim, tinha uma forte tensão entre nós, que fazia eu ficar excitada ao ler as coisas que ele escrevia. Sim, me atraiu o fato dele ser um dominador. Isso mexia com a minha cabeça de uma maneira muito forte e intensa. O fato dele ser um homem, que sabia o que queria, e como queria, me deixava muito a  vontade.
Ele não teve receio de me mostrar esse seu lado e eu, por minha vez, ficava cada vez mais interessada. Esse interesse veio num crescente, mas de forma rápida e incisiva. Tal qual um corte, que acontece rapidamente, mas vamos percebendo ele aos poucos. Sinto que foi assim comigo.
Infelizmente (ou felizmente) não houve essa mesma sintonia entre ele e meu antigo companheiro à época, que mesmo sabendo que eu tinha gostado dele e que eu estava muito interessada, e que até já tinha acertado nosso encontro, não demonstrou interesse em interagir com o meu eleito para realizar nossa fantasia. Sim, nossa, porque foi ele quem me propôs e pediu para que eu procurasse alguém, para que eu decidisse.
Acabou que nós não nos encontramos. E o pior de tudo foi eu ter que dizer que teríamos que remarcar. Fiz isso porque ninguém deve ser enganado e ficar esperando alguém que sabidamente não aparecerá. Mas fiz isso com um sentimento de perda dentro de mim. Inicialmente achei que fosse relacionado à perda da oportunidade de algo realmente muito bom. Logo eu descobriria que não se tratava exatamente disso.
Mas a negativa do nosso encontro abriu caminho para ele me fazer uma proposta que iria mudar a minha vida de uma maneira que eu não tinha como imaginar.
Me perguntou se eu queria conhecer o mundo dele. Ter uma sessão de degustação.
Todos os poros do meu corpo gritavam que sim, mas eu tinha ainda algumas questões para resolver dentro de mim, antes de aceitar a sua proposta.
Fiquei um certo tempo, praticamente em silencio com ele. Mas não parava de pensar na proposta que ele havia me feito.
A partir desse momento, comecei a ler muito sobre o tema. Buscava informação de forma alucinada. Eu parecia estar devorando tudo o que eu encontrava pela frente.
No dia 4 de novembro finalmente eu me enchi de coragem e chamei por ele. Eu estava decida a conhece-lo, mas confesso que pensei nele como uma aventura, como uma loucura em minha vida. O que não deixa de ser verdade, pois sinto a adrenalina que acompanha os momentos de aventura, toda vez que fico perto dele ou falamos.
Mas eu, ingênua, pensava que seria apenas uma vez. Que eu estaria apenas matando uma curiosidade minha.
Conversei muito com ele sobre o que eu achava que gostava, o que podia e o que não podia. Mas eu iria levar uma rasteira da vida logo ali na frente, mas no melhor sentido da coisa. Uma rasteira para quebrar a cara e descobrir que eu não sabia exatamente quais eram as coisas que eu gostava. Descobriria que esse homem,  que a vida pôs no meu caminho ia me mostrar que conhecia-me melhor do que eu a mim mesma. Que ele levaria pouco tempo para me decifrar. Algo que eu mesma não havia conseguido perceber ainda. Ele, me decifrando, ajuda a que eu me perceba como eu realmente sou. O meu eu mais escondido, inclusive de mim mesma, mas tão evidente para ele.
Eis que minha essência começa a aflorar e toma conta de mim, e aquilo que era apenas curiosidade minha, toma conta do meu ser de forma a me transformar, aos poucos, em uma mulher realmente completa e plena. Descobri também que não seria com dois homens me preenchendo ao mesmo tempo, que eu me sentiria assim, preenchida de verdade e não apenas fisicamente.
Desde minha decisão de encontra-lo, começamos a falar todos os dias. Isso fez com que a minha vontade fosse cada vez mais aumentando, mas, acreditava eu, que era por conta da curiosidade.
Ele já começou a me tratar como sua propriedade a partir do momento em que marcamos nosso encontro. E toda a vez que ele dizia (e ainda diz) que sou sua, minhas pernas tremem e meu coração acelera, fazendo minha respiração ficar mais profunda.
E eu comecei a chama-lo de Senhor. Confesso que no início encarei como parte de uma brincadeira. Como se estivesse sendo outra pessoa. Eu estava muito excitada com tudo aquilo. Com a ideia dele decidir o que iria acontecer e de que forma. Em muitas de nossas conversas, ele me perguntava do que eu gostava e do que eu não gostava. Já começava a me dar algumas instruções de como eu deveria me portar.
Na noite à véspera do nosso encontro, eu estava trabalhando, de plantão. Lembro-me de ter pensado sobre nosso encontro sempre que tinha um tempinho, entre um atendimento e outro. Quando fui para o meu intervalo, ficava pensando no que eu iria usar para vê-lo, pois ele pediu para que eu o surpreendesse. Ao invés de dormir, ficava relendo nossas conversas e a vontade só aumentava. Descansei muito pouco aquela noite. Hoje eu penso que poderia ter proposto um outro dia para encontrar ele. Um dia em que eu não estivesse pós plantão, mas a curiosidade e a vontade de conhece-lo eram muito mais fortes do que qualquer possibilidade de cansaço do meu corpo.
Na manhã que antevia nosso encontro, ele me pediu uma foto. Mandei para ele um gif da minha boca e ele mencionou que iria gostar de beija-la. Foi ai que dei motivo para ele me mostrar que era ele quem estava no comando. Respondi para ele que eu contava com isso. Claro, que naquele momento, só ele sabia quais eram os seus planos para mim. Consigo até visualizar o sorriso dele quando eu respondi que contava com o seu beijo.
Fiquei muito ansiosa com nosso encontro. Seria algo novo e diferente. Lembro que vesti muitas roupas, até finalmente decidir qual iria usar.
Eu estava indo sozinha conhecer um desconhecido. E o mais estranho, era que o sentimento de medo sequer passou pela minha mente. A não ser o medo dele, ao me ver pessoalmente, não gostasse de mim ou ficasse desapontado com algo.
Eu não tinha ideia de onde nos encontraríamos. Só de onde eu deveria estar e do horário. Também não tinha ideia para onde iríamos. E eu, sempre, fui muito precavida com isso. Sempre tive uma amiga sabendo exatamente onde eu estaria e em que horário eu deveria contatar com ela. Agi sem racionalizar as coisas. Na época, não me dei conta de tal situação.
Vários sentimentos tomaram conta de mim naquela tarde, que antecipava nosso encontro. Tinha a excitação por finalmente conhecer o mundo BDSM e ter uma experiência concreta. Sempre gostei de assistir vídeos com algumas das práticas. Isso sem falar das fotografias. Acho algumas de uma beleza fora do comum. Aquelas imagens que quando vemos nos despertam sentimentos dos mais variados e de uma forma tão bela.
Fiquei ansiosa pelo encontro. Não sabia o que esperar. Tudo era tão misterioso. Mas apenas encarei essa ansiedade como parte integrante de algo curioso e diferente. Mal sabia eu que aquela noite ficaria marcada para sempre na minha vida. Seria meu divisor de águas.
Lembro que era uma tarde quente, mas escolhi ir ao encontro dele com uma roupa de manga comprida. Eu queria revelar minha real vestimenta para ele, somente quando estivéssemos a sós. Coloquei uma meia arrastão que eu já tinha, mas nunca havia usado com ninguém até aquele momento. A não ser pelo fato de experimenta-la uma vez para fazer algumas fotografias com ela. Na verdade, foi exatamente esta a primeira imagem minha que ele viu, quando nos cruzamos pela primeira vez. Acabei decidindo por ela, justamente por esse motivo. Contudo, fiz uma adaptação nessa meia. Fiz um corte no meio das pernas, porque eu imaginava que ele quisesse manter a meia e assim eu estaria garantindo um acesso fácil à diversão.
Tomei um banho mais demorado que o de costume. Me tocava e aproveitava cada segundo daquele momento. Segui com o meu “ritual” habitual. Sempre gosto de estar cheirosa e perfumada, e naquela situação não poderia ser diferente.
Quando eu estava pronta para sair, toda arrumada. Resolvi tirar uma fotografia minha para eternizar aquele momento, capturar o sentimento que estava contido em mim. Publiquei essa imagem em minha rede social. Recebi diversas curtidas e comentários. Recordo que uma amiga escreveu que eu estava luminosa. Realmente me sentia assim, acessa por dentro.
Parti ao seu encontro. Ele me mandou ligar para ele exatamente as 19h30, no local onde tínhamos marcado. Cheguei com uns 25 minutos de antecedência. Não queria arriscar de me atrasar. Fiquei dando voltas e isso fazia a minha ansiedade aumentar ainda mais. Ainda não tínhamos nos falado. Não conhecíamos a voz um do outro. Quando chegou o horário combinado, liguei para ele e ouvi uma voz forte e ele, de forma muito objetiva, me disse o que fazer para encontra-lo. Segui suas instruções e a cada passo que eu dava, a expectativa e a ansiedade se apossavam ainda mais do meu corpo.
Seu carro parou na minha frente e eu embarquei, literalmente, por um caminho novo e desconhecido. Deixei ele me guiar.
Chegamos no motel e ele me ordenou que eu fechasse a garagem e depois abrisse a porta para ele. Aqui eu tenho que confessar que não gostei nenhum pouco dessa ordem dele. Eu nunca exigi que ninguém fizesse isso para mim. Achei um absurdo, mas me mantive firme no propósito de conhecer e me manter de mente aberta para curtir o momento a dois. Mas cheguei a pensar ali, que não seria legal e que eu não iria curtir aquela noite. Tive fortes dúvidas e pensei “começou mal”.
Subimos as escadas e eu fui ao banheiro. Me arrumei da forma como eu queria que ele me visse. Sai... e a primeira coisa que ele fez foi olhar no fundo do meu olho e me dizer sobre as safewords. Já comecei a sentir algo diferente ali, naquele olhar profundo dele e a forma como ele falou comigo. Estava disposta a me entregar àquele momento e fiz tudo como ele me mandava.
Quando ele deu voltas em mim, me observando e eu senti sua respiração, comecei a experimentar sensações que nunca vivenciei, mas ainda não sabia o que eu estava sentindo. Era um turbilhão de sentimentos, mas só conseguia identificar o sentimento de culpa naquela hora, pois eu estava traindo uma pessoa pela primeira vez na minha vida.
Aos poucos os sentimentos, todos confusos, foram indo embora um à um. Eu senti uma forte confiança nele, o que fez com que eu ficasse mais a vontade e finalmente me entregasse completamente aos seus comandos, parando de tentar racionalizar qualquer sentimento que viesse a surgir. Até o sentimento de culpa sumiu e eu estava ali com ele, naquele quarto, sem a presença de mais ninguém na minha cabeça. Éramos só nós dois.
Contudo, algo fora do comum e inesperado demais iria acontecer. Ele me deitou na cama. Me prendeu as mãos e começou a chupar meus dedos. Senti algo que precedia uma coisa muito maior, culminando no exato momento em que ele falou ao meu ouvido “Tu é minha!”. Isso ecoou dentro de mim, fazendo cada fibra do meu corpo vibrar, até que atingiu alguma coisa bem lá no fundo do meu corpo e da minha alma. Foi nesse instante que algo adormecido despertou em mim.
Foi ai que ele começou seu poder sobre mim. Foi nesse momento que nasceu o meu Senhor e também nasceu a sua submissa. Mas eu ainda não tinha consciência disso.
Eu estava com a minha boca muito seca. De uma maneira que eu nunca tinha experimentado antes. O mais estranho era que não estava quente para eu estar daquele jeito. Eu não sabia porque eu estava assim. Mas lembro de pensar que “como eu iria beija-lo com a boca seca daquele jeito”. Tentava produzir saliva, mas era em vão. Não vinha absolutamente nada. Essa sensação só foi amenizada quando ele decidiu colocar o seu pênis na minha boca. Foi como se estivesse me saciando.
O sexo oral foi algo de outro mundo. Sempre tive vontade de experimentar ver até onde eu conseguia. Senti ele bem fundo. O seu pênis conseguiu me tocar onde nenhum outro homem jamais chegou.
Quando ele prendeu minha cabeça entre suas pernas e começou a me tocar, cheio de vontade, de um jeito que eu gozei, mas não contei para ele. Apenas segurei firmemente suas coxas e senti aquele homem, também através do meu tato. Parecia que saia faísca. Meu corpo se arrepiava toda vez que o corpo dele tocava o meu.
Ele testou os meus limites e aprendeu sobre mim. Eu percebi que tinha acontecido algo único na minha vida. Que ele era diferente e que aquilo tudo não foi apenas uma aventura de uma noite. Se mostraria uma aventura para uma vida inteira.
Ele abriu a porta do seu mundo para mim. Estendeu sua mão. Eu segurei nela e entrei de olhos fechados, mas de alma aberta.

Nosso reencontro

Hoje nos reencontramos após mais de um ano sem nos vermos. Seguimos amigos durante esse tempo (o que eu acredito que deveria acontecer em to...