Meu Senhor veio me visitar numa quarta-feira escaldante...
veio conhecer minha nova morada e quem sabe fazer dela nossa masmorra. O apartamento não estava mobiliado por
completo. Por exemplo, ainda não tinha cama, mesa, cadeiras.... mas era um
lugar que eu sempre gostei de morar, bem ajeitadinho.
Estava quente... muito quente... e meu interfone tocou. Eu
já sabia que era meu Dono. Eu já o estava esperando como sua cadelinha, que
sou. Corri para atende-lo e ao descer, pensava pra mim mesma: “elevador, ande
logo! Meu Senhor não pode ficar esperando”.
Me enchi de alegria e felicidade ao ver seu rosto parado em
frente ao portão do prédio. Abri as portas, como se estivesse me abrindo por
inteiro para ele, literalmente. Desejando que ele invadisse não só o espaço que
eu uso como moradia, mas que ele fizesse de mim e do meu apartamento a sua
morada, um lugar onde pudéssemos viver toda a intensidade e plenitude do nosso
sentir.
À medida que caminhávamos juntos pelo corredor, eu me enchia
do sentimento de posse Dele, me sentia entregue, em suas mãos. Ao entrar no
apartamento ele se encaixou atrás de mim, falando ao meu ouvido. Sempre que ele
faz isso, me marca ainda mais como Dele e somente Dele. Eu sinto me envolver
por Ele e é como se a Sua alma pudesse me engolir e fazer assim, eu me tornar
parte Dele.
Ele percebeu a janela da sala aberta e não se importou
nenhum pouco com a possibilidade de alguém estar nos vendo (minhas janelas,
oferecem visão para alguns lugares, mesmo sendo apartamento de fundos). Ele
bateu na minha bunda algumas vezes e a última deixou minha bunda dolorida mais
que o habitual, como se fosse o sinal Dele no meu corpo, informando que sou sua
posse e que eu nunca devo esquecer isso.
Ele observou e analisou o apartamento eu fiquei rezando para
Ele aprovar o local, para transformar em nosso. Para que ali fosse o lugar onde
eu ficaria esperando pelo meu Dono, sempre a sua disposição, a qualquer hora do
dia ou da noite.
Ele me disse que gostou. Respirei aliviada nessa hora e
fiquei contente em saber disso. O que me deu mais vontade de mudar o quanto
antes para lá. Mas era final de ano. Época complicada de conseguir concretizar
algumas coisas, pois muita gente já estava de recesso ou de férias.
Meu Senhor olha para mim e me diz que faríamos um passeio. Isso
foi uma surpresa pra mim. Realmente não esperava por isso. Na verdade, nunca
pensei que isso fosse acontecer. Meu Dono é casado e o apartamento fica no
centro da cidade, um lugar muito movimentado e com risco Dele encontrar algum
conhecido. Fiquei bastante preocupada com isso, mas feliz ao mesmo tempo, pois
ele estava se arriscando para estar junto comigo. Isso para mim demonstra o
valor que tenho para meu Senhor. Ninguém se arrisca por alguém que não lhe
valha nada ou pouco.
Pra completar Ele me informou que eu teria uma tarefa: ajuda-lo
a encontrar um secador de cabelos para a mãe Dele. De pronto fiquei feliz em
poder auxilia-lo nessa missão, tanto em buscar um local para comprar, como em
escolher um modelo que fosse bom, afinal era para a sua mãe.
Antes de sairmos, eu entreguei uma cópia de todas as chaves
do meu apartamento, que naquele momento também passou a ser Dele. Era a entrega
do apartamento e de mim como sua posse. A cada dia que passa eu sou mais e mais
sua.
Fomos caminhar. Eu ficava ao seu lado e por muitas vezes, na
sua frente. Realmente me bateu um pavor de alguém nos parar na rua e Ele ter
que prestar satisfação. Eu não desejo de forma alguma ser ou trazer qualquer
tipo de inconveniente para meu Senhor, por isso comecei a andar ligeiramente a
sua frente.
Teve uma hora em que ele chegou perto de mim e falou que
pensou em colocar o plug anal em mim, para darmos aquele passeio. Senti um
arrepio instantâneo e um pânico misturado com excitação. Vou explicar o porquê
do pânico.
Meu Senhor tinha me dado uma tarefa certa vez. Que assim que eu chegasse no apartamento, eu colocasse o plug, uma
calcinha e andasse pelo apartamento. Uma ordem de meu Senhor sempre será
cumprida. Fiz e comecei a sentir arrepios pelo meu corpo. Pensava no meu Dono o
tempo todo. Eu não conseguia andar rápido, as sensações não me deixavam. Não
demorou muito e quando me dei conta, eu estava caída no chão. Eu estava
tremendo, me sentindo com vergonha, pois imaginava meu Dono ali comigo. Eu não
consegui ser forte o suficiente. Eu tremia tanto, que quando fui retirar o plug
do meu corpo, ele escorregou da minha mão e caiu no chão, fazendo perder sua
pedra azul. Foi um misto de vergonha e êxtase. Claro que fiquei toda molhada
com o que aconteceu. Entendem agora o meu pânico. Imagina isso acontecendo na
rua, em via pública e sem a possibilidade de meu Senhor retirar o plug de mim
nessa hora. Na verdade acredito que nem chegarei até a porta do prédio.
Ajudei meu Dono na escolha do secador. Depois fomos almoçar. Sentamos junto a uma mesinha próximo de uma praça. Conversávamos
e ele me falou sobre a mulher que ele estava em contato virtual (aquela que me
despertou ciúmes de uma maneira voraz, que quase me consumiu por inteira). Me
falou na possibilidade de nos conhecermos, os três. Me perguntou como eu me
sentia. Eu fui franca com ele, como sempre sou. Aquele sentimento estava
pacificado dentro de mim (pelo menos naquela hora). Eu realmente percebi que se
tratava muito mais de uma insegurança minha do que algo relacionado com meu
Dono ou com a mulher (mas claro que só fiquei insegura porque os meus
sentimento são muito intensos com meu Senhor e eu NUNCA havia sentido isso por
ninguém).
Depois fomos em outra loja, uma loja de música. Meu Senhor
toca e canta (e me encanta). Lá na loja me dei conta das coisas boas que esse
ano que estava acabando, me proporcionou. A mais importante foi conhecer meu
Dono e reconhece-lo como tal. Também estive frente a frente com meu ídolo da adolescência
(e da vida toda), num festival de música há alguns meses atrás. Foi a
realização de um sonho. Retomei minha auto-estima, que não estava muito legal
por conta do meu divórcio (coisa de 2 anos atrás). Eu precisei de um tempo
sozinha, pra poder me encontrar e foi somente no início desse ano que eu voltei
a ter contato com homens. Então 2017 foi um ano muito bom pra mim e sei que ele
será um marco na minha vida.
Acompanhei meu Senhor até o ponto de ônibus e no fundo
desejando que o trajeto fosse mais longe, para poder ficar ainda mais tempo
junto dele. Eu pensava que iríamos voltar para o apartamento, mas fiquei só na
vontade dessa vez. Eu compreendo que ele não pode dispor de muito tempo ao meu
lado, mas isso não impede de eu deseja-lo comigo.
Na despedida, Ele me deu um abraço forte, como se ele
deixasse um pouco Dele dentro de mim. Como se nessa hora, algo de dentro de meu
Dono saísse e entrasse dentro da minha alma. Não sei explicar direito, mas isso
me conforta e me deixa muito feliz (claro que com uma pontinha de tristeza, por
conta da saudade que eu sinto mesmo antes da sua partida). São sentimentos antagônicos
– felicidade e tristeza. Será? Começo a achar que eles se completam...

Depois desse passeio meu Dono conversou comigo e me informou coisas que eu devo corrigir num próximo passeio, como por exemplo, carregar as sacolas e andar a Sua direita e um passo atrás Dele.
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